Por que o “rompido” Andres Sanches permanece “presidente” do estádio em Itaquera ?

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Joaquim Grava, Bernardo, Olivério Junior e Andres Sanches

Passados três dias desde que Andres Sanches declarou, oficialmente, estar rompido com a gestão do presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, pouca coisa mudou nos procedimentos administrativos do clube.

O deputado federal, em exemplo, mesmo sem cargo e após ter esculhambado a diretoria, continua comandando o estádio de Itaquera, com direito a escritório político no local.

Nas categorias de base, o conselheiro Jaça, umbilicalmente ligado a Sanches e ao investigado por corrupção, Mané da Carne, manda mais no setor do que o diretor recém empossado, Faustinho Bittar (que também não é flor que se cheire).

Se Eduardo “Gaguinho” retirou-se do futebol, lá continuam três homens do parlamentar, o médico Joaquim Grava e o empresário de jogadores Olivério Junior (na comunicação), além do olheiro Mauro “Van Basten”.

Ontem, por exemplo, o clube fechou a contratação de Jô, agenciado por Kia Jorabchian, que, todos sabem, possui forte ligações com Andres Sanches, além de ser patrão de Olivério, que trabalha como assessor do iraniano.

É evidente não apenas o conflito de interesses, mas a obviedade da influência.

Ou seja, em sentido figurado, seria o mesmo que o marido esculhambar a esposa, se declarar separado, mas continuar morando na mesma casa e, vez por outra, frequentar a cama de casal para obter alguma vantagem.

Roberto Andrade precisa deixar de comportar-se como vendedor de carros de Andres Sanches para impor-se como presidente do Corinthians, cargo que ocupa no momento.

É inadmissível que o parlamentar siga abrindo a porta da geladeira em Itaquera, sem oposição do presidente e demais membros da diretoria, e, principalmente, fechando negócios em nome do clube.

Se não retomar o estádio das garras de Sanches e também o comando, efetivo, do futebol (não se fala do treinador, mas dos negócios), Roberto, além de gerar margem a dúvidas sobre a efetividade do rompimento, assinará atestado de subserviência, falta de coragem ou talvez, pior, de conivência.

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