Luxemburgo fala sobre política, mas reluta em admitir-se filiado do PT

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Entrevistado pelo programa Assembléia Esportiva, da TV ALESP, o treinador V(W)anderlei(y) Luxemburgo repetiu declarações concedidas a outras emissoras (sobre esportes), mas, por se tratar de espaço político, acabou entrando de cabeça no assunto.

Quase sempre tabelando com o deputado Fernando Capez (PSDB), Luxa escorregou, porém, logo após declarar seu desejo de ingressar na carreira parlamentar, quando questionado sobre com qual partido mantém filiação:

“sou… sou, mas não, deixa… (com sorriso amarelo)…”

Somente nove minutos depois, após o intervalo comercial, o treinador, provavelmente avisado das consequencias da omissão, respondeu:

“eu nunca fui de pipocar na minha vida… eu sou filiado ao PT… não posso dizer que não sou filiado ao PT (olhando para Capez, que é do PSDB)… foi uma coisa que eu imaginei na época, me filiei pela ideologia partidária… agora a gente tem que repensar se vale a pena continuar, se não vale a pena… isso faz parte da política… então não vou negar que eu sou filiado ao PT porque o momento é ruim para o PT, sou filiado… e as coisas acontecem… se eu mudo ou não mudo, posso continuar ou posso não continuar”.

Sobre entrar na política, emendou:

“(Deputado) Olim, você sabe, eu tenho ideia de entrar na política… eu acho que posso contribuir muito para o povo brasileiro com a minha experiência de professor, esportista, futebol…”

“Eu ainda tenho que contribuir com alguma coisa como técnico… ganhar um Campeonato Brasileiro, ter a chance de disputar uma Libertadores…que é uma coisa… pra que eu (diga) completei legal… Seleção Brasileira eu nem penso mais na minha cabeça… acabou isso aí eu já quero dar uma guinada para política…”

Deixou claro, porém, o desejo de, concomitantemente, trabalhar como parlamentar e cartola de futebol:

“Porque aí vem a outra parte… porque eu sou um gestor de futebol… política e clube… como gestor de clube… porque eu acho que posso contribuir, porque eu sou um gestor de futebol… eu não sou técnico de futebol, eu sou um gestor de futebol…”

Sempre simpático a Luxemburgo, Fernando Capez, com a voracidade de quem devora um marmitex de merenda, soltou a pérola:

“Uma sugestão: nós temos a nossa Comissão de Esportes… vamos aqui ouvir o Luxemburgo, participar das reuniões, e fazer aqui a “Lei Luxemburgo”, com as idéias que ele trouxer, com a experiência que ele tem… ele sabe o que funciona e o que não funciona na prática… não adianta fazer muita teoria, Lei que não funciona, tem que ver alguma coisa que funciona…. fazemos o projeto, levamos para o Governador, para o Prefeito, e vamos implementar isso…”

Por fim, Luxa revelou ter negócios em Tocantins, que não conseguiu comprovar à Justiça Eleitoral (talvez em nome de terceiros), entregando, ainda, uma compra de terreno da CBF no Estado, que estaria absolutamente obsoleta.

“Eu tenho uma área lá em Palmas, no Tocantins, eu tenho negócio lá em Palmas, no Tocantins, não só em Palmas, mas em outras cidades lá, e a CBF comprou um terreno do lado de um condomínio que eu tenho lá, no Tocantins…está lá parada… aquela área lá…”

“Aquilo lá já era para ter sido… junto ao Governo de Tocantins… chegar no Governo de Tocantins, negociar com o Governo, criar um Centro de Treinamento”

De fato a CBF, por intermédio de Marco Polo Del Nero, adquiriu o citado imóvel, conforme noticiou o próprio site da Casa Bandida, num daqueles negócios difíceis de explicar, mas, diante do contexto, fácil de compreender.

http://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/cbf-oficializa-compra-de-terreno-em-tocantins#.WAGGx-grKUk

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