O Vasco se livra de Dinamite. Mas o que esperar do futuro ?

bananamite

Em dia histórico, o Vasco da Gama, enfim, se verá livre daquele que assaltou seus cofres, jogou a idolatria da torcida no lixo, passou quase todo o mandato, quando não rebaixando a agremiação para divisões indignas de sua história, tentando delas se livrar, e promoveu uma das maiores degradações de patrimônio jamais vistas em um clube social e de futebol.

O botafoguense Roberto Dinamite agiu como inimigo de um clube do qual foi ícone como jogador, cuspindo na face do torcedor que tanto lhe adorou.

Três são os caminhos que se apresentam no horizonte cruzmaltino:

Eurico Miranda representa a volta ao passado, que muitos acreditam ser benéfico ao clube, apesar de métodos questionáveis e hábitos duramente combatidos por grande parte da imprensa nacional.

É o Breaking Bad vascaíno.

Julio Brant é uma espécie de pinóquio moderno, que sorri com a faca nas costas do interlocutor, representando um perigo ainda maior do que o de Dinamite, na gestão anterior.

Vale lembrar que ambos surgiram como se fossem “salvadores da pátria”.

A diferença é que Dinamite, apesar do esquema “Ilhas Cayman” de desvio do dinheiro dos mecanismos de solidariedade dos atletas do clube, e doutros negócios mais, alaranjados em nomes de familiares, é uma espécie de “trombadinha” perto de Brant, que, ligado a empreiteira Andrade Gutierrez, de cara, já trata de projetos, vários, envolvendo obras em São Januário, além da muito mal explicada parceria intermediada por quem é tratado no meio esportivo pela alcunha “Dick Vigarista”.

Sem contar que nada ou ninguém apoiado pela triste figura de Olavo Monteiro de Carvalho, de complicado histórico empresarial, pode ser tratado com seriedade.

Por fim, acordado para encobrir as falcatruas de Dinamite que ainda não vieram à tona está o lamentável Roberto Monteiro, uma figura abjeta, ex-chefe da facção criminosa “Força Jovem”, que tem sobre si suspeitas de crimes gravíssimos.

Certamente a pior entre todas as opções.

As opções de futuro para o Vasco da Gama, um clube pelo qual este jornalista tem grande carinho, pela rica história de combate às discriminações e preconceitos, como pode se observar na analise acima, não é das mais promissoras, razão pela qual há de se ter, após as eleições, a fiscalização e cobrança que Dinamite não enfrentou – tirante o grupo Casaca – durante boa parte de seu mandato, que deu margem ao estrago atual, muito difícil de ser reparado.

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