Deputado Vicente Cândido (PT) recebe R$ 100 mil em doação de campanha do presidente da CBF
“O senhor presidente desta comissão, deputado Jovair Arantes, é dirigente do Atlético Clube Goianiense, ocupando o cargo de vice-presidente. O deputado Vicente Candido, 1º Vice-presidente desta Comissão, é sócio em escritório de advocacia de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF e um dos vice-presidentes da Federação Paulista de Futebol. O deputado Guilherme Campos é dirigente, ocupando a atual vice-presidência da Federação Paulista de Futebol e também foi vice-presidente da Ponte Preta. O deputado José Rocha é conselheiro nato e ex-presidente do Esporte Clube Vitória. O deputado Sarney Filho é irmão do vice-presidente da CBF na Região Norte, Fernando Sarney”.
Quando o Deputado Romário, agora senador com a maior votação da história do Rio de Janeiro, protestou contra a composição da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, responsável pela aprovação do PROFORTE, subterfúgio a ser utilizado para, sob pretexto de parcelar as dividas dos clubes, na verdade, abrir as portas para que outras mais sejam adquiridas, com apoio da CBF, revelou ao país o comprometimento daqueles que advogavam em causa própria, por motivações espúrias e comprometidas.
“Eu pude ver nessa comissão que, infelizmente, existe uma bancada da CBF. São deputados que não têm o mínimo de respeito com o futebol brasileiro e com a população brasileira”, complementou Romário.
O tempo tratou de conceder-lhe ainda mais razões para embasar suas preocupações.
Bastou o deputado Vicente Cândido (PT) divulgar sua prestação de contas no TSE para que as imoralidades fossem ainda mais explicitadas.
No dia 29 de agosto de 2014, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, através da conta de uma empresa de advocacia que mantém em sociedade com o petista, transferiu R$ 100 mil para “auxiliar” a campanha do Deputado.
Um gesto, apesar de legal, absolutamente imoral, que coloca em suspeita, ainda mais, o já complicado parlamentar, envolvido frequentemente em confusões e más companhias, como no período em que prestava serviços remunerados para o mafioso russo Boris Berezovsky, recém “suicidado” na Inglaterra.


