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Dinheiro público e futebol

Da FOLHA

Por IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E JUVENAL JUVÊNCIO

“Que essa revolta sirva de lição e os governos passem a atender ao povo mais do que aos interesses milionários dos donos do poder no esporte”

Em um de seus editoriais de 2010, a Folha realçou que as entidades organizadoras do Mundial –Fifa e CBF– deveriam utilizar seus próprios recursos para a construção de estádios e não dinheiro público.

Escreveu o primeiro dos signatários, na época, para o “Jornal do Brasil”, artigo em que se referia ao mencionado editorial, apoiando o posicionamento da Folha e mostrando que, com as insuficiências do país na saúde, educação, transportes e em muitos outros setores da administração pública, seria preferível deixar as entidades privadas organizarem as reformas ou construções dos palcos esportivos, até porque grande parte deles destinaria espaços VIPs a empresas vinculadas.

Os governos do Estado de São Paulo e dos municípios apoiaram a indicação do estádio do Morumbi para sediar a Copa do Mundo. Na indicação, consideraram que o São Paulo Futebol Clube se propusera a fazer as reformas, à época programadas em R$ 250 milhões, exclusivamente com dinheiro privado. O clube obtivera promessas de parcerias de importantes empresas nacionais.

Por motivos que não interessam neste curto artigo, alguns deles de conhecimento público, o Morumbi foi excluído, apesar de estar localizado em bairro que mostra a beleza da cidade para os turistas. No lugar, decidiu-se construir um estádio com dinheiro público, à época estimado em R$ 490 milhões (R$ 420 milhões da prefeitura e R$ 70 milhões do Estado).

O pior, todavia, é que os grandes beneficiários das competições, que são as entidades que as organizam, impuseram a construção de estádios monumentais, alguns deles contrastando com a pobreza da periferia dos locais escolhidos para sediá-los.

O primeiro dos autores deste artigo defendeu, no referido período, ainda antes da exclusão do Morumbi, que um movimento nacional fosse organizado para que se preservasse o dinheiro público, destinando-o a funções relevantes do Estado, e que o lazer, representado pelo esporte, fosse financiado pelos que dirigem o futebol mundial e brasileiro.

Defendeu que os candidatos à Presidência e os governadores estaduais não cedessem à tentação de prometer com o chapéu alheio (dinheiro do contribuinte) auxílio para entidades que, todos sabemos, nadam em dinheiro. E que os prefeitos, que têm tão pouco do bolo tributário nacional, não desperdiçassem o escasso dinheiro público que possuem na construção de novos estádios. Isso era tarefa das duas milionárias organizações do futebol, não do poder público.

O segundo dos autores demonstrou, já naquele momento, que todos os argumentos apresentados para a exclusão do Morumbi eram infundados. As exigências fundamentais das entidades organizadoras tinham sido atendidas, mas foram ignoradas por aqueles que desejavam uma solução mais onerosa, a ser financiada pelos cofres públicos e não pelas instituições privadas.

Quando da exclusão do estádio, o São Paulo Futebol Clube encerrou uma nota oficial com a seguinte frase: “A justiça é filha do tempo. O tempo é o senhor da razão. O tempo dirá. E nós também”.

A justa revolta do povo com a baixa qualidade da educação e da saúde, a alta inflação, o baixo PIB e o desvio de dinheiro público para obras faraônicas apenas confirma o que se previu anteriormente.

Que essa revolta sirva de lição para os futuros governos, que deverão atender ao povo mais do que aos interesses milionários dos donos do poder no esporte mundial.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra

JUVENAL JUVÊNCIO, advogado, é presidente do São Paulo Futebol Clube

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52 Responses to “Dinheiro público e futebol”

  1. Invejão 2013 Says:

    Quanta hipocrisia. Que primeiro devolvam o dinheiro público utilizado na construção do Panetone, o terreno público utilizado para a construção do Panetone, a praça pública prometida quando da construção do Panetone, o terreno público onde foi construído o CT da Barra Funda e o dinheiro público usado na construção do CT de Cotia.
    Não conseguem iniciar nem uma porcaria de cobertura do Panetone (aliás, cobertura é com a Rogéria Ceni), imagina de onde viriam esses tais “250 milhões” para reformar estádio antiquado e irreformável. A inveja é uma m…

  2. Carlos Almeida Says:

    Além do tempo ser sr. da razão veja o que acontece. A direção do clube e suas organizadas convocam torcedores a defender com a própria vida o Itaquerão, contra qualquer manifestação da população. É que faz errado sempre vive em sobressalto.

  3. Paulo Coringão Says:

    Que dó, que dó, que dó, que dó da Formiguinha…

  4. Sidnei Says:

    Esse texto é simplesmente vergonhoso, o Spfc sempre teve a mesma intenção que o Corinthians quando candidatou o obsoleto morumbi a ser sede da copa do mundo, se beneficiar dos cofres públicos, seja com obras nas imediações, que valorizariam ainda mais seu patrimônio, ou com financiamento do BNDES (dinheiro público a juros subsidiados) entre outras ajudas governamentais.

    O único que tem moral pra falar alguma coisa sobre o assunto é o Palmeiras, que está construindo uma moderníssima arena com 100% de recursos privados e nunca quis participar desse verdadeiro assaltos aos cofres públicos chamado “copa do mundo”.

  5. TOM Says:

    HIPOCRISIA , a marca maior deste clube e de sua história.

  6. marinho Says:

    os culpados desse desvio de dinheiro público é do sr. LULLA, O MAIOR FACILITADOR DE DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO DO MUNDO, DO SR. KASSAB , O PUXA-SACO DO LULA, O SEM CARATER, O SEM VERGONHA, O SR. SERRA, FAZENDO MÉDIA COM O LULA PARA SER O SEU CANDIDATOPARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA CASO A DILMONA NÃO EMPLACASSE, O SR, RICARDO TEIXEIRA, O CORRUPTO QUE FUGIU PARA MIAMI COM PROTEÇÃO DO SR, LULA, A PREFEITURA DE SP TENTANDO GANHAR ALGUM DINHEIRO EM CIMA DISSO, A IMPRENSA CORRUPTA E COMPRADA COM DINHEIRO PÚIBLICO, COM MENSALINHO MENSAL ATÉ MENSALINHO SEMANAL, A REDE BANDEIRANTES DE TV, FILIAL DO CORINTHIANS NA IMPRENSA COMPRADA E VENDIDA, O RONALDO FENOMENO TRAVECO QUE GANHOU DINHEIRO FAZENDO LOBBY PARA EMPRESAS PRESTADORA DE SERVIÇOS PARA FAZER O ITAQUERÃO, , A DILMONA PÉ DE CHUMBO, PARA FAZER MÉDIA COM SEU CHEFE O LULA, …..

  7. Lampião Says:

    Lá vem o Fielzão 2013/AlexFranco/Julia/MosqueteiroALANSV DROGADO

    Sempre com a mesma historia da carochinha
    Morumbi com $$$ publico, terreno publico, ditadura militar etc etc etc
    Teve $$$ publico no Morumbi, 5%, o SPFC assume.

    Não fosse o Morumbi, os nojentos Palmeiras e Curica não teriam onde jogar por anos.

    Não cuspam no prato

  8. Grisalho Says:

    Tá errado usar dinheiro público? Sim. Sem dúvida. Mas para e pensa um pouco.Se o SPFC tinha os recursos para modernizar o estádio, porque não os usou até agora? Sem comentários…

  9. APAZ Says:

    Certamente, Invejão 2013, você não tem filhos ou se os tem e for rico, escreve o que escreveu, caso seja pobre e seu filho tenha que estudar em escola pública e ir aos hospitais públicos mesmo para uma simples consulta, certamente você não escreveria pelas “pernas abaixo” (minha avó dizia: “você está falando pelas pernas abaixo ou seja, está falando (no seu caso escrevendo) MERDA!
    É por termos pessoas iguais a você além de você, que estamos vivendo essa degradante ruptura dos padrões básicos necessários para a população que paga a maior carga tributaria do mundo e não tem nada! Pior é que as “arenas” acabam com o direito do lazer mais barato do POBRE, depois da praia (acho que era), que é o FUTEBOL. Era maravilhoso a GERAL do Maracanã (ESTADIO não está merda de “arena” Maracanã!) fazendo festa em Vasco x Fla; Fla x Flu; botafogo, américa e etc… Raríssimas vezes vimos BRIGAS! O Paulinho pode, através do seu acervo, escrever quando tivemos brigas na geral. Ah, não havia divisão de torcida não! Os torcedores mudavam de posição (normalmente iam para trás do goleiro adversário) junto com o seu time! Seja Brasileiro torcedor, não torcedor do próprio umbigo!

  10. Ailton Says:

    Invejao 2013:
    pelo o q vc fala, vc representa muito bem o garotinho da foto… so que com o mesmo QI da caveira da vaca, também da foto.

  11. Ailton Says:

    Grisalho:
    por mais idiota q uma pessoa possa ser, não posso acreditar que vc não entendeu a parte em que o clube ‘conseguiu‘ empresas interesadas na reforma do estádio para a COPA DO MUNDO, ou seja, pra quê as empresas fariam o empreendimento se não vai ter a copa, lá?

  12. Binderberg Says:

    Juvenal, que cara de pau!

    1) Doação do terreno em 1952:

    http://spfcpedia.blogspot.com/2008/08/obteno-do-terreno-do-morumbi.html

    2) Isenção fiscal para construção de estádios em São Paulo, em 1955 (coincidência?):

    http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/iah/fulltext/leis/L4811.pdf

    3) Doação de 10 milhões de cruzeiros para o São Paulo FC poder continuar construindo o seu estádio, em 1956 (ué, mas não era privado?):

    http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/iah/fulltext/leis/L5073.pdf

    4) Outra ajuda de 50 milhões de cruzeiros para continuar a obra:

    http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/cgi-bin/wxis.bin/iah/scripts/IsisScript=iah.xis&lang=pt&format=detalhado.pft&base=proje&form=A&nextAction=search&indexSearch=^nTw^lTodos%20os%20campos&exprSearch=P=PL2611960

    5) Juvenal consegue R$ 3,1 bilhões para obras nos entornos do Morumbi

    http://www.lancenet.com.br/sao-paulo/Juvenal-consegue-bilhoes-entornos-Morumbi_0_465553620.html

  13. Wilson Azevedo Says:

    Choro de torcedor. Está no Wikipédia.

    Ives Gandra da Silva Martins (São Paulo, 12 de fevereiro de 1935) é um advogado tributarista, professor e jurista brasileiro.

    Membro do Instituto dos Advogados de São Paulo, da Ordem dos Advogados, secção de São Paulo, conselheiro vitalício do São Paulo Futebol Clube e ex-presidente do Conselho Consultivo do São Paulo Futebol Clube.

  14. eduardo Says:

    Paulinho coloque a resposta do citadini a esta materia…

  15. Max Says:

    Hipocrisia da primeira letra ao último ponto.

  16. Jorge Herrera Says:

    Do Blog do Citadini :

    Quando o governo anunciou que o Morumbi seria o estádio da Copa em São Paulo, muita gente, que conhece o futebol, ficou assustada. Não faltou apoio a escolha do Morumbi. A Comissão da Copa do governo municipal e estadual ( toda formada por tricolores declarados); o governo federal, com o presidente Lula à frente; o BNDES a mídia etc , tudo numa força pouco usual. Até presidente de outros clubes foram ao Morumbi , com ministros dos Esportes e presidente da república, proclamar a escolha do estádio para abrir a Copa. O próprio presidente do Corinthians( num erro sem precedente) compareceu a cerimônia festiva de entronização do estádio tricolor na Copa.

    Mas faltava o principal. O estádio não tinha nenhuma condição de sediar a partida inaugural do eventos de 2014. Um projeto antigo ( e com incríveis erros), com reformas meia-boca nas últimas décadas, tornavam necessária uma intervenção brutal para viabilizar o novo momento do estádio. Quem conhece o estádio sabe que a maioria dos espectadores não conseguem ver mais que dois escanteios. Para todos o estádio mostra péssima condição : não tem estacionamento; banheiros precários, acesso difícil sem qualquer possibilidade de mudança rápida.

    O clube sabia que qualquer reforma teria que ser uma obra de alteração estrutural. E que o clube não tinha dinheiro para fazer nada. Nas últimas décadas a maior reforma ( colocação de amortecedores) foi feita com dinheiro doado pela Federação Paulista de Futebol. Outra pequena reforma foi efetuada ( também com dinheiro alheio) quando da realização do Primeiro Campeonato do Mundo de Clubes. Aquele da inesquecível partida de Corinthians e Real Madrid, jogo que teve o maior número de países com transmissão ao vivo, que o Brasil apresentou até hoje, em disputa de clubes.

    Não faltou empenho e anúncio de preparação para a Copa de 2014 do estádio do Morumbi. Todo dia falavam que um grupo de empresas estariam prontas para “bancar” a reforma ; projetos foram divulgados; cds da reforma foram espalhados pela internet. Tudo foi falado.

    Não havia nada de ” dinheiro de empresas privadas que bancariam as obras”. Conversas eram divulgadas e nada concluídas. Apenas duas medidas ganharam o ar de “verdades”. Seria feito um empréstimo do BNDES e o governo federal faria uma linha do metrô até o estádio. O empréstimo do governo federal para a obra do monotrilho foi conseguida. Era esperança dos dirigentes tricolores que a estação do Metrô construiria um grande estacionamento ao lado para servir ao estádio. A linha – que nunca esteve nas prioridades do órgão estadual- não resolveria tudo já que seria difícil ( para qualquer governo) construir um estacionamento enorme numa estação de pequeno movimento.

    Mas o maior problema mesmo seria o empréstimo do BNDES. O clube não conseguia garantias e – sem o empréstimo- a obra não sairia do papel.

    Com uma necessidade de uma reforma enorme e com a total incapacidade do clube de encontrar financiadores os Governos Federal, Estadual e Municipal foram obrigados a dobrar-se a realidade e procurar outro estádio para a abertura da Copa do Mundo.

    O SPFC anunciou – à época- que as empresa privadas fariam as reformas da mesma maneira. Com Copa ou sem Copa. O que vimos é o que está ai: a cobertura anunciada prá todo ano- vem sendo adiada. As reforma estruturais então, nem se falam mais.

    O estádio do Corinthians só surgiu pela incapacidade dos tricolores reformarem seu estádio para a Copa.

    Uma das características dos tempos que vivemos é um permanente movimento de mudar a história. É como se o passado fosse alterável ao sabor das circunstância dos dia atuais. No caso do Morumbi, o artigo de hoje da Folha, é só mais uma tentativa de reescrever o passado. Mas é uma tentativa inútil. E uma verdade muito forte não poderá ser destruída por falsos e inverídicos argumentos.

  17. Steve Bebado Says:

    Grisalho deve estar assim de tanto pensar e não chegar a lugar nenhum. Vou desenhar pra voce. Se fosse para ter jogos da Copa no Morumbi as obras já teriam terminado, pois parceiros interessados já estavam acertados, mas como, obra privada não tem como roubar(do estado) o SPFC apresentou 14 projetos à FIFA da p…mas o Jerome não aceitava nenhum deles, pois já sabia que contruindo um novo, com valores que antes eram de 490 milhoes, mas poderiam chegar ao 1 bilhão, ele e a corja teriam sua parte, não aceitaram de jeito nenhum. Assim com o Morumbi fora da Copa, fica mais dificil arrumar parceiros, mas a coisa ta andando, não se preocupe, vai ficar pronto sim, sem pressa. Pois quem vai dar dinheiro pra Fifa e seus asseclas são outros. Para os demais: terreno da Barra Funda, será devolvido no prazo, como é da lei, para Palmeiras que tambem está lá, e como deve ser o CT do fedor do Tiete, que o CUrintia talvez não tenha que devolver, pois o Lula pode obrigar a Dilma a baixar um decreto que doe o terreno e está tudo certo. Mas o SPFC tem Cotia onde o terreno foi comprado com a venda do EdCarlos caso não saibam. O SPFC tem visão e o fez, construiu e se teve beneficios legais, outros tambem podem ter. Que façam seus Ct’s e corram atrás. Morumbi é particular, nunca foi publico, Laudo Natel só foi governador depois da construção do Morumbi, pois durante a construção ele era diretor do Bradesco. Esses coitados que dizem que terão um estádio “deles” em Itaquera, se esquecem que o estádio nunca é de torcedor nenhum, é (se pagar por ele) de uma entidade, ou clube de futebol. Esses coitados não vão poder nem passar na porta do estadio em jogos da Copa. Acho que ainda não sabem o valor dos ingressos. Nem nos jogos do Pacaembu eles mal podiam pagar. Se o Curintia pagar o estadio, poderá ser dono, mas só acredito se for através das canetadas dos politicos, pois do contrario não paga e não será dono. Boa sorte.

  18. Antonio Dias Says:

    Mais uma vez a “BAMBI PRESS” tentando mudar a história.

    Blog do Citadini

    Quando o governo anunciou que o Morumbi seria o estádio da Copa em São Paulo, muita gente, que conhece o futebol, ficou assustada. Não faltou apoio a escolha do Morumbi. A Comissão da Copa do governo municipal e estadual ( toda formada por tricolores declarados); o governo federal, com o presidente Lula à frente; o BNDES a mídia etc , tudo numa força pouco usual. Até presidente de outros clubes foram ao Morumbi , com ministros dos Esportes e presidente da república, proclamar a escolha do estádio para abrir a Copa. O próprio presidente do Corinthians( num erro sem precedente) compareceu a cerimônia festiva de entronização do estádio tricolor na Copa.

    Mas faltava o principal. O estádio não tinha nenhuma condição de sediar a partida inaugural do eventos de 2014. Um projeto antigo ( e com incríveis erros), com reformas meia-boca nas últimas décadas, tornavam necessária uma intervenção brutal para viabilizar o novo momento do estádio. Quem conhece o estádio sabe que a maioria dos espectadores não conseguem ver mais que dois escanteios. Para todos o estádio mostra péssima condição : não tem estacionamento; banheiros precários, acesso difícil sem qualquer possibilidade de mudança rápida.

    O clube sabia que qualquer reforma teria que ser uma obra de alteração estrutural. E que o clube não tinha dinheiro para fazer nada. Nas últimas décadas a maior reforma ( colocação de amortecedores) foi feita com dinheiro doado pela Federação Paulista de Futebol. Outra pequena reforma foi efetuada ( também com dinheiro alheio) quando da realização do Primeiro Campeonato do Mundo de Clubes. Aquele da inesquecível partida de Corinthians e Real Madrid, jogo que teve o maior número de países com transmissão ao vivo, que o Brasil apresentou até hoje, em disputa de clubes.

    Não faltou empenho e anúncio de preparação para a Copa de 2014 do estádio do Morumbi. Todo dia falavam que um grupo de empresas estariam prontas para “bancar” a reforma ; projetos foram divulgados; cds da reforma foram espalhados pela internet. Tudo foi falado.

    Não havia nada de ” dinheiro de empresas privadas que bancariam as obras”. Conversas eram divulgadas e nada concluídas. Apenas duas medidas ganharam o ar de “verdades”. Seria feito um empréstimo do BNDES e o governo federal faria uma linha do metrô até o estádio. O empréstimo do governo federal para a obra do monotrilho foi conseguida. Era esperança dos dirigentes tricolores que a estação do Metrô construiria um grande estacionamento ao lado para servir ao estádio. A linha – que nunca esteve nas prioridades do órgão estadual- não resolveria tudo já que seria difícil ( para qualquer governo) construir um estacionamento enorme numa estação de pequeno movimento.

    Mas o maior problema mesmo seria o empréstimo do BNDES. O clube não conseguia garantias e – sem o empréstimo- a obra não sairia do papel.

    Com uma necessidade de uma reforma enorme e com a total incapacidade do clube de encontrar financiadores os Governos Federal, Estadual e Municipal foram obrigados a dobrar-se a realidade e procurar outro estádio para a abertura da Copa do Mundo.

    O SPFC anunciou – à época- que as empresa privadas fariam as reformas da mesma maneira. Com Copa ou sem Copa. O que vimos é o que está ai: a cobertura anunciada prá todo ano- vem sendo adiada. As reforma estruturais então, nem se falam mais.

    O estádio do Corinthians só surgiu pela incapacidade dos tricolores reformarem seu estádio para a Copa.

    Uma das características dos tempos que vivemos é um permanente movimento de mudar a história. É como se o passado fosse alterável ao sabor das circunstância dos dia atuais. No caso do Morumbi, o artigo de hoje da Folha, é só mais uma tentativa de reescrever o passado. Mas é uma tentativa inútil. E uma verdade muito forte não poderá ser destruída por falsos e inverídicos argumentos.

    http://blogdocitadini.com.br/?p=3639

  19. Julia Says:

    …”Uma das características dos tempos que vivemos é um permanente movimento de mudar a história. É como se o passado fosse alterável ao sabor das circunstância dos dia atuais. No caso do Morumbi, o artigo de hoje da Folha, é só mais uma tentativa de reescrever o passado. Mas é uma tentativa inútil. E uma verdade muito forte não poderá ser destruída por falsos e inverídicos argumentos”.- Antonio Roque Citadini

  20. Carlitus Says:

    Ives Gandra Martins é um entre os poucos cérebros indepen-
    entes que ainda restam neste pais.

  21. Fernando Gentil Rodrigues Says:

    Somente para “drenar” o rio que passa embaixo do tramboloho do morumbi, a PMSP,iria ter um custo(despeza) de 200 milhões….a causa dos famosos amortecedores,colocados para o estádio não ruir e ainda não foram pagos….quem pagou foi a FPF.
    O spfc,queria mamar….NOVAMENTE !!

  22. Alex Franco Says:

    Lampião não consegue ouvir verdades, rsssssssss, ele pira….

  23. verdederaiva2012 Says:

    Sempre leio muitas críticas a respeito dos gastos com as Arenas pra copa de 2014, e em parte, com razão..pois, acho mesmo que foram subfaturadas, pois, ONDE HÁ GRANDES OBRAS, HÁ GRANDES DESVIOS DE $$, e que se houve abusos, o Min.Público e a justiça deveriam intervirem. Mas, me aprofundando um pouco no tema, fui buscar informações a respeito dos custos/benefícios das mesmas, me interando ao máximo, além daquilo que já sabia, e comparando com os números e gastos da Arena Palmeirense.
    O gastos anuais com as manutenções do saudoso Palestra Itália, eram de 8/10 milhões reais. Isso pq estamos falando de um ex-estádio arcaico, com péssimas e antigas instalações, etc, onde os custos eram altos mesmos.
    Sobre essas novas Arenas, lí que os gastos em manutenções, por razões das mesmas serem feitas com técnicas de última geração. os custos seriam de 6 milhões/anuais (Arenas com 60 mil expectadores), logo…fiz uma conta breve, baseando-se na mais cara talvez, a Arena Mané Garrincha, em Brasília. Ou seja…quando na inauguração da mesma, houve o jogo Flamengo x Santos…e a renda bruta foi em torno de 7 milhões de reais. Sendo assim…bastariam ter 2 jogos desse porte (anuais) pra mesma ter o retorno financeiro e aquela balela que seriam “elefantes brancos” caem por terra. No mais, como o modelo, conceito e estruturas são de Arenas, e não estádio de futebol tão somente, as mesmas faturariam milhões e milhões com shows tbm.
    90% dos brasileiros em 2007, soltaram foguetes e enalteceram a conquista do então pres.Lula, em trazer o mundial pro Brasil…mas, agora. “estranhamente” 20% da clásse-média se dizem contrários as construções das mesmas e contra a copa. E o mais gozado é que foi (na copa das confederações) e será na copa do mundo, essa mesma classe-média que pagaram e pagarão mais de 400 reais pra ver uma final no mesmo Mané Garrincha ou mesmo no Maracanã.

  24. Marcelo Says:

    Os caras dão muito valor a chutador de bola… Corinthiano então…. por mim seria muito melhor que todos os clubes falissem.
    Isenção fiscal, doação de terreno deveria acabar com tudo isso…

  25. cabecinhadeouro Says:

    o pessoal do clube do crime (também conhecido pelo nome de small club) pira! querem justificar a própria roubalheira com a roubalheira dos outros. Isso, por si só, já é um absurdo. e é um absurdo muito maior quanto a roubalheira dos outros simplesmente, não existiu.

    os gambalinhas dançaram.. venderam a pouca honra que ainda tinham por um estádio “próprio”, sendo que já “tinham” o pacaembu (por culpa única e exclusiva deles, a concha acústica – patrimônio cultural e arquitetônico de São paulo foi destruída)

    agora, vão ter de aguentar até a vigésima geração a fama de bandidos e ladrões… fama que já tinham, mas que, agora, colou de vez.

    SCCP – sport club do crime premeditado.
    e pagando pau para gringo, prá piorar (sport club…)

    qualquer cidadão minimamente honesto morreria de vergonha de torcer prá um time desses!

  26. Rodrigo Davidoff Enge Says:

    Só para contextualizar o leitor do blog que chegou de Marte ontem: Juvenal Juvêncio é aquele presidente do SPFC que ficou meses mendigando financiamento do BNDES para reformar o Morumbi.
    http://esporte.ig.com.br/futebol/2010/04/16/juvenal+juvencio+se+reune+com+bndes+por+financiamento+ao+morumbi+9460674.html

  27. Invejão 2013 Says:

    Parabéns ao Citadini pelo excelente texto, que põe por água abaixo as mentiras colocadas pelos líderes do SPFW. Pior mesmo é veículos de comunicação publicarem essas inverdades do clube mais sujo do Brasil.

  28. Victor Dunstan Says:

    Citadini comendo bolas,quer dizer que a band teve todo esse ibope naquele mundial????? kkkkkkkkk

  29. marinho Says:

    ALGUEM ACREDITA NO ROQUE CITADINI? É A MESMA COISA QUE PEDIR PARCIALIDADE PARA O NETO, DR. OSMAR, CHICO LANG….FALA SÉRIO ROQUE CITADINI, O CLUBISMO ESTÁ TI CEGANDO.

  30. Marcos Says:

    1º – Juvenal é macaco velho, o time dele esta uma lastima, ai ele vem com essa para desviar o foco(ai os trouxas abraçam a ideia do cara)

    2º – Então, porque ele não devolve o Terreno “doado” pela população para a construção do Elefante-Rosa??

    3º – Porque ele não devolve os incentivos fiscais, para a construção do Ct de Cotia??

    4º é melhor parar por aqui, as meninas vão se descontrolar mais uma vez!!

  31. marinho Says:

    ROQUE CITADINI, A CONVERSA É OUTRA…É SOBRE O ROUBO DO DINHEIRO PÚBLICO PARA A CONSTRUÇÃO DO ITAQUERÃO…ESSE É O PROBLEMA…..O DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO PARA A CONSTRUÇÃO DO ITAQUERÃO, ENTENDEU?

  32. Fernando Gentil Rodrigues Says:

    Para o trambolho do morumbi,resta a IMPLOSÃO,melhor para todos e fim de papo.

    BASTA DE MEDIOCRIDADE !!!

  33. H@milton Says:

    Ate o Renato Augusto percebeu que o arruda do sta cruz de jd leonor, precisa de cobertura, O SCCP já fez sua colaboração!

    Como levar a serio 2 Srs BAMBIS QUATROCENTÕES?

    ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA? QUER COISA MAIS REACIONÁRIA QUE ISSO, NÃO EXISTE!

    O SCCP EM CAMPO TA FAZENDO MUITO MAL PARA ESSA RACINHA PROVINCIANA E RECALCADA E ULTRA DIREITISTA DO STA CRUZ DO JD LEONOR!

    PARECE QUE TUDO QUE ESTA DE ERRADO NO BRASIL TEM SIDO CULPA DA COPA, MENOS SRS NAZI-FASCISTAS, MENOS!

    O POVO VEM SENDO ENGANADO FAZ TEMPO, DESDE A COPA DE 50!

    TADINHA DAS FORMIGUINHAS DIREITISTAS DO JD LEONOR, A VEZ DO POVO CHEGOU!

  34. Fernando Gentil Rodrigues Says:

    Como já disse,reiteradas vezes: O FIM ESTÁ PROXIMO !!

    Ainda mais,com as NOVAS E MODERNAS ARENAS,surgindo para o conforto e comodidade para os torcedores.

  35. Fred Says:

    ” O tempo é senhor da razão”, por JJ

    E, o tempo passou e a resposta popular veio com paus e pedras

    Chupa Lula, FIFA, CBF Grobo e GALINHAS malditas

  36. Bruno Eduardo Says:

    Como chora heim??? Que recalque é esse Paulinho??? O SP não tem dinheiro pra contratar jogador vai ter 250 milhões pra reformar o panetone??? Iriam usar dinheiro publico com certeza, mas duvido que seria atraves de incentivos fiscais, que são meios legais. Porque aquela região não tem incentivo fiscal pra nada.

    Para de chorar e vai procurar o que fazer!!!

  37. Fábio Says:

    Engraçado palmeirense vir falar que o “fim está próximo”, kkk…. Acho q esses semi analfabetos não acompanham o próprio Clube, só pode!!!

    De resto, chupa COITADINI, aprovador das contas dos ex-prefeitos Celso Pitta e Marta Suplicy!!!

  38. Carlinhos Says:

    Ives Gandra e Juvenal são do mal, o estadio incomoda agora e iria incomodar muito mais na Copa, essa gente quer enganar todo mundo tapando o sol com a peneira nauseabunda tricolor.
    Viva Itaquera e abaixo o Bradesco!
    gente culta, inteligente e alvi negra não aceita mentiras.

  39. Clayton Tricolor Says:

    PARA CERTOS IGNORANTES CALUNIADORES E INVEJOSOS, LEIAM O TEXTO ABAIXO E ACEITEM A REALIDADE. OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA. QUANTA DIFERENÇA PARA O ITAQUERÃO E SEUS BENEFÍCIOS ESTATAIS. ORGULHO DO MORUMBI, SEMPRE!!!

    A GRANDE E ÉPICA HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DO MORUMBI

    “Se é para sonhar, que seja grande!”

    Acredito que muitos gostariam de saber quando, como e de onde surgiu a idéia para construir o estádio do Morumbi. Pesquisei, liguei, mandei e-mails e o material está pronto! Talvez uma reunião inédita de informações sobre a construção do estádio do Cícero Pompeu de Toledo. Agradecimento especial ao Michael Serra, historiador do SPFC que confirmou e desmentiu detalhes e datas importantes.

    Após a sua re-fundação em 1935 o SPFC que sempre pensou em ter seu estádio próprio. O improviso com o Campo da Antarctica Paulista, na Moóca, quando da fusão com o Estudantes em 1938 comprova o desejo do clube desde então. E em 1942 ele se associou ao clube alemão que alugava o Canindé. Só em 1944 ele comprou o Canindé. O sonho do grande estádio chegou a ser passado para o papel, num anteprojeto, mas foi atrapalhado pela Prefeitura: o traçado da Marginal Tietê cortaria o terreno do São Paulo e o anteprojeto teve que ser abandonado. E segundo a Revista Tricolor numero 3, em setembro de 1949 o clube volta a sonhar com um grande estádio. Desse momento em diante dirigentes e membros importantes começam a procurar por um terreno onde o clube poderia construir o tão desejado estádio.

    Em meio as discussões sobre a construção do estádio, segundo pude apurar com quem conhece a história, um dos dirigentes da época proferiu uma frase que ficou marcada; “Se é para sonhar que seja grande!”. O primeiro terreno que interessou aos dirigentes são-paulinos foi o do Ibirapuera, onde hoje está o parque do Ibirapuera. Mas o então vereador Jânio Quadros lutou para que o terreno não fosse vendido, muito menos que fizessem ali um estádio.

    Depois foi verificado que havia um terreno à margem do rio Pinheiros que pertencia a Light (antiga empresa de fornecimento de energia elétrica da capital de SP e parte do interior). Ao verificar a metragem do terreno, constatou-se que ele seria pequeno para o projeto desejado pelo clube.

    Mais precisamente em abril de 52 que o clube organizou e criou a Comissão Pró-estádio. Com isso acontecia uma divisão administrativa do SPFC, uma que cuidaria do clube e outro da obra do estádio. Como presidente dessa comissão o ex-jogador e agora dirigente, Cícero Pompeu de Toledo. Em agosto de 52 a Imobiliária Aricanduva doa ao SPFC parte do terreno para a construção do estádio. Transação lícita e registrada em cartório.

    (nota do blogueiro: Como a região do Morumbi era inabitada naquela época, era de total interesse da Imobiliária Aricanduva doar o terreno para um clube de futebol. A intenção era desenvolver a região, valorizando seus terrenos)

    No final de 1952 três empreiteiras apresentaram seus projetos para a construção do estádio. Duas brasileiras e uma soviética. O Clube acerta com a Vilanova Artigas e apresenta a maquete do Estádio para o público e imprensa na sua sede social de gala na Av. Ipiranga. A maquete foi confeccionada pela empresa Maquette Zanini Ltda.

    Consta ainda que o projeto original contava com estádio de futebol para 120 mil pessoas e com quatro anéis, e não três. Teríamos um ginásio ao “estilo Morumbizinho” com o objetivo de receber a prática de vários esportes; basquete, vôlei, hóquei e ciclismo. O ginásio teria a capacidade para 20 mil pessoas. A praça de atletismo e parque aquático com três piscinas, sendo uma olímpica, os dois espaços com arquibancadas para 5 mil pessoas; diversas quadras poliesportivas e sede social. Esse foi o projeto inicial.

    No ano seguinte, 1953 o clube acerta com a Companhia Antártica Paulista um contrato de concessão de direitos exclusivos para a venda de produtos dentro do estádio com a Companhia Antárctica Paulista. O valor acertador girava na casa de Cr$ 5.000.000,00, para uso por 10 anos, a partir da inauguração, com possibilidade de prorrogação por mais 5 anos. O clube inicia também as negociações para a propaganda no estádio e a venda de souvenires para ajudar na construção. Nos mesmo período o SPFC recebeu inúmeras doações de sacos de cimento, além de doações em dinheiro de populares/torcedores. Eu particularmente tive conhecimento de que dois irmãos são-paulinos, moradores do Ipiranga levaram até o Morumbi, cada um em sua bicicleta, 2 sacos de cimento. História contada por uma das netas de um dos irmãos.

    Em julho do mesmo ano inicia, e em dezembro termina a terraplanagem do terreno.

    No ano de 1953 iniciam o estaqueamento e a construção das fundações do estádio com 144 tubulões pneumáticos. Cada um com capacidade de suportar uma carga para 700 toneladas e cerca de 3000 metros de estacas pré-moldadas de concreto armado, com suporte variável de 20 a 30 toneladas cada. Finalizada também a galeria de águas pluviais.

    Em 1954 a Villanova acerta a transferência dos direitos de seu projeto ao SPFC, que, livre, procede algumas alterações, como a substituição das rampas à arquibancadas por bocas de acesso, fato que aumentou em 30% a capacidade do estádio.

    No mesmo ano o São Paulo rompe o contrato e firma nova parceria agora com a Rádio Bandeirantes S/A para a venda das cativas do estádio. O produtor de rádio e TV, Oswaldo Molles é nomeado para ser o chefe da campanha publicitária.

    Em fevereiro de 54 aconteceu um amistoso entre o Botafogo-RJ x SPFC. Na ocasião dizem que o então presidente da Comissão Pró-estádio, Cícero Pompeu de Toledo conversa com o presidente Getúlio Vargas para um empréstimo da Caixa Econômica Federal ao clube para ajudar no termino da construção do estádio no valor de Cr$ 35.000.000,00. O então presidente do Brasil recebe posteriormente Cícero Pompeu de Toledo no Palácio do Catete e inicia o processo para o empréstimo. Mas o valor solicitado e anunciado nunca chegou as mãos do SPFC. Esse fato nunca foi de fato comprovado.
    Em abril de 1955 o SPFC vende para o Sr Wadih Saddi, conselheiro do clube, o Complexo Esportivo do Canindé pelo valor aproximado de Cr$ 12.000.000,00 com o objetivo de sanar as dívidas do clube. Parte do valor da venda foi direcionada para a construção do Morumbi. Portanto o SPFC continua no Canindé até 1957 quando o terreno e suas instalações foram revendidos à Portuguesa.

    Em outubro o SPFC fecha contrato para a segunda fase das obras estruturais de 6 vãos de gigantes (espaços entre os tubulões de sustentação do estádio, mais 3 lances de cativas, vestiários, departamento médico, concentração, portões monumentais e bilheterias. Essa obras só foram iniciadas em 1956. E foi no final de janeiro de 56 que o Conselho Deliberativo escolheu o nome oficial do Estádio do Morumbi: Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Outros 2 nomes foram discutidos para o estádio: Nove de Julho e dos Bandeirantes.

    Em agosto do mesmo ano o clube inaugura o gramado, plantado com grama tipo Batatais sob orientação do Instituto Agronômico de Campinas. O gramado foi demarcado com as medidas FIFA por Vicente Feola. Festa e churrasco oferecidos à imprensa. No mesmo dia as primeiras traves redondas do Brasil também foram instaladas no campo do estádio.

    Em setembro de 1957 finalizam o trabalho de fundações pneumáticas, ao custo aproximado de Cr$ 20.000.000,00.

    No último dia do ano de 1957 o SPFC deixa o Canindé e a Portuguesa toma posse definitivamente.

    Em março de 58 Cícero Pompeu de Toledo é condecorado pelo Conselho Deliberativo como Presidente de Honra do São Paulo Futebol Clube. Em abril de 58 Laudo Natel torna-se Presidente da Diretoria Executiva do SPFC e da nova Comissão Pró-Estádio

    A Imobiliária Aricanduva faz uma nova doação em 59, de outro terreno anexo ao terreno onde o estádio é construído. Esse novo terreno tem um valor aproximado de Cr$ 200.000,00. Transação registrada também em cartório.

    Inauguração da Pista de Atletismo em abril de 60. A obra foi supervisionada por Dietrich Gerner. Devido ao tamanho do campo de futebol delimitado a pista não teve metragem oficial.

    Os primeiros bancos das numeradas e cativas vinham com o nome dos proprietários gravados. A Indústria de Parafusos Mapri S/A deu 400 mil unidades de parafusos em troca de 2 cadeiras cativas e 1 painel publicitário no muro do estádio. O muro que foi construído no entorno do estádio teve de início 47 espaços destinado a painéis publicitários de 2,5m x 6m.

    Uma inauguração parcial do estádio aconteceu em 02/10/60 na partida contra o Sporting Lisboa, de Portugal (1×0 para o São Paulo: 1º gol do novo estádio de Arnaldo Poffo Garcia, o Peixinho). Na ocasião o estádio foi inaugurado com os seguintes setores: setor térreo completo, os trechos entre o G45 e o G3 (sentido horário) do anel intermediário e do superior. O estádio teve a benção do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelo Motta. O público do primeiro jogo foi de 56.448 pessoas.

    Em outubro de 60 o SPFC realiza um novo jogo amistoso contra o Nacional de Montevidéu como segunda parte da festa de inauguração do estádio com jogo No jogo preliminar, o time de Veteranos do São Paulo x Seleção Paulista.

    No final de outrubro de 1960 o título patrimonial do clube foi criado pelo Conselho Deliberativo com o custo de Cr$ 100.000,00, como forma de ajudar financeiramente ainda mais as obras do setor social.

    Após um ano da inauguração parcial do estádio, o clube inaugurou o busto de Cícero Pompeu de Toledo.

    Em março de 61 iniciam as obras do parque aquático do clube. Três meses depois iniciam-se a construção das torres de 43 metros de altura para a instalação da iluminação do estádio. As cabines primárias de transformação de 13.200 volts para 220 volts com transformadores de 150 Kva nas torres de iluminação e demais instalações elétricas.

    Em setembro de 1961, os torcedores ganharam uma linha exclusiva para chegar ao estádio com a inauguração da linha de ônibus Largo de Pinheiros-Morumbi Estádio.

    A Seleção Brasileira estréia no Morumbi disputando a Taça Oswaldo Cruz, Brasil 4 x 0 Paraguai.

    No ano seguinte, em setembro de 1962 a inauguração do Parque Social com entrega das piscinas e vestiários. Nessa festa o então presidente Laudo Natel foi jogado em uma das piscinas recém inauguradas. Com isso, a sede oficial do clube passa a ser o Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

    Em junho de 64 realizou-se a inauguração do busto de Laudo Natel nas dependências do estádio.

    No final de 64 o SPFC faz um acordo para a compra do terreno (última parte) junto a Imobiliária Aricanduva que se seria efetuada em março de 1965.

    Em abril do mesmo ano foi definido o contrato de construção das arquibancadas.

    O Primeiro jogo noturno do Morumbi aconteceu no dia 22/02/68, com seu sistema de iluminação provisório. O jogo foi um amistoso entre São Paulo 3 x 3 Atlético Paranaense.

    Em 68 o clube faz o lançamento do carnê promocional “A Grande Jogada é Construir o Paulistão”. Paulistão era um apelido pretendido para o Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Foram vendidas 700.000 unidades do carnê. Um sucesso! Eram 6 séries distintas de mais 100.000 unidades cada vendidos a Cr$ 5,00. Desse montante somente 60 mil foram devolvidos.

    Início da fase final de construção do estádio aconteceu em abril de 69 com prazo de entrega da obra era outubro de 1969.

    O primeiro campeão no estádio foi o Santos quando se sagrou campeão paulista em 21/06/69.

    Em 25/01/70 o clube realiza a inauguração definitiva do estádio numa partida que terminou empatada por 1×1 entre o SPFC contra o Porto, de Portugal. O público total do jogo foi de 107.069. Mas o público pagante foi de 59.924, ou seja, 47.145 pessoas eram convidados.

    A grande, épica, curiosa e verdadeira história da construção do Morumbi!

    Veja mais:
    http://spfcpedia.blogspot.com/2009/01/construcao-do-morumbi.html

  40. EU - ABSOLUTIS VERITAS Says:

    Clayton Tricolor Disse:
    julho 5, 2013 às 1:11 pm

    MENTIROSO!!!!

    SÓ CRIANÇA PARA ACREDITAR NESTA ESTÓRIA!!!

    Comediante bufa!!!

    COM RELAÇÃO AO ARTIGUINHO DIRECIONADO da Folha escrito pelo TORCEDORZINHO, só rindo, mas rindo muito.

    O desespero é TOTAL, vão afundar, não tem mais militar.

    As Arenas Corinthians e Palestra vão arrebentar com o TRAMBOLHÃO!!! Por isso a AG (Andrade Gutierrez) tirou o pé, pois sabe que o TRAMBOLHÃO terá um fim terrível!!!

  41. h@milton Says:

    EU – ABSOLUTIS VERITAS Disse:

    julho 5, 2013 às 1:51 pm

    Como aparece SIMPATIZANTES do sta cruz de jd leonor que acredita em :
    carnezinhos, bradesco, duendes, branca de neve, papai noel, coelhinho de páscoa etc…

    agora ademar rouba mas faz de barros, laudo natel, marin, desvios de obras públicas, ditadura militar eles acreditam que é lenda…

    O ARRUDÃO DE VL SÔNIA TEM OS DIAS CONTADOS!

    PLACA NA FRENTE DO PANETONE.

    BREVE AQUI MAIS UM EMPREENDIMENTO WTORRA

    SHOPPING PARAISÓPOLIS.

  42. Luis Souza Says:

    Uma das poucas decisões acertadas do Juvenal foi não submeter o Morumbi à politicagem da FIFA, embora desconfie que as crescentes arbritariedades tinha dedo do RT.
    Nenhum clube da cidade tinha e tem condições de arcar construção ou reforma de tal envergadura em vôo solo.
    O Pinicão não está sendo erguido por incapacidade do tricolor. Só uma besta paralítica acredita nisso. Foi um plano matando dois coelhos numa pancada só: desacreditar o SPFC e presentear o Small Chicken com o que nunca teve capacidade de ter.
    O resto é mimimi, certo Fernando Gentil?

  43. Deco Says:

    Juvenal já ta em campanha pra eleger o Mac = marionete aos meus cuidados.

  44. V. Campos de Santamariana Says:

    Se é para requentar notícia, a Folha e os srs. Gandra e Juvêncio deveriam retornar à década de 60 quando, sem nenhuma objeção da imprensa por motivos óbvios pois o time favorecido era ligado à ditadura, para falar em dinheiro público nos estádios. E o sr. Juvêncio, de dinheiro público ele deve falar de cátedra, pois grande parte de sua vida esteve ligado a subprefeituras e CDHUs, nos bons tempos de Maluf e companhia bela.

  45. V. Campos de Santamariana Says:

    Cínicos! O que eles queriam era o dinheiro do BNDES a fundo perdido. Arrumaram um banco (?) avalista, semiclandestino, sem agências, sem clientes, sem talão de cheques, sem guichês de caixa, com sede numa sala da rua Boa Vista em SP, que quando chegou ao conhecimento do Banco Oficial, foi motivo das maiores pilhérias. Queriam 700 milhões de reais, como iriam pagar? Com a renda de 40 mandos anuais de jogo, média de 10 mil pagantes? Ou com dois ou três shows da até lá sexagenária Madonna? E ainda queriam um monotrilho de 3 bilhões de reais, este sim puro dinheiro público, ligando Congonhas (que mais dia menos dia será desativado) a seu campo, isto é, ligando o nada a lugar nenhum, com um gasto faraônico ao Governo. Cínicos!

  46. V. Campos de Santamariana Says:

    O blog do Juca Kfouri publicou u’a matéria internacional comparando o custo dos estádios nas últimas 4 copas do mundo. Os estádios brasileiros são os mais baratos. É só consultar lá.

  47. Wilson José Says:

    Post para os torcedores de clube incompetente destilarem seus ressentimentos, sem copa do mundo e (lula-la) jamais construiriam
    um estádio, e os 102 anos de sua existência deixam os fatos bem escancarados, o que lhes resta é tampar o sol com a peneira, e tentando colocar o SÃO PAULO FC no mesmo saco de gatos.
    SAUDAÇÕES A NAÇÃO TRICOLOR.

  48. EU - ABSOLUTIS VERITAS Says:

    h@milton Disse:
    julho 5, 2013 às 2:27 pm

    V. Campos de Santamariana Disse:
    julho 5, 2013 às 7:27 pm

    Parabéns para ambos.

    Este clubeco que apenas os torcedores TAPADOS acham ser competente, vai afundar pela 5ª vez se não acordar para a realidade e entender que os militares já foram, o Adhemar não ressuscitará e o Amador Aguiar não mais voltará e o laranjão do Amador nada mais fará.

    Coitadinhos, eles se acham competentes e que a MODERNA Arena Corinthians não conseguida pela ULTRA COMPETÊNCIA DO TIMÃO.

    As Arenas Corinthians e palestra, estão desestabilizando o pouco de raciocínio do pessoal do “7 CHAVES DA VILA SÔNIA” ou “CASA ROSADA DO JARDIM LEONOR”, as Casas Rosadas não andam muito bem ultimamente.

  49. CARLÃO Says:

    VAMOS LÁ : MACKENZIE, ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA, ESTADO MAIOR DO EXERCITO, SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE.
    ALGUEM CONSEGUE PERCEBER LAUDO NATEL PRESENTE EM ESPÍRITO ? DITADURA MILITAR ? AH, JÁ ENTENDI E COMEÇO A FICAR COM MEDO DAS MANIFESTAÇÕES QUE PODEM NOS LEVAR AO PASSADO COM ESSES VERMES DE SEMPRE.

  50. CARLÃO Says:

    ESTÃO PREPARANDO O GOLPE COMO NO EGITO. TODO CUIDADO É POUCO COM ESSA GENTE.

  51. CARLÃO Says:

    COM QUE DINEHRIO FIZ\ERAM A TERRAPLENAGEM ?
    COM QUE DINHEIRO CONSTRUIRAM OS 144 TUBULÕES ?
    CARNÊ PAULISTÃO ? A ÚNICA VERDADE É QUE FOI UMA GRANDE JOGADA.

  52. Wilson José Says:

    Depois querem afirmar que os são paulinos estão descontrolados,
    conseguem postar um montes de contos da carochinha, papos de botequim e muito mimimi, mas se recusam a enxergar todas as bandalheiras na marginal sem número, só com muitas gargalhadas
    para desopilar o figado, ao ler tantas sandices.

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