Manter Brunoro e contratar Dorival Junior são dois equívocos pelo qual Paulo Nobre será cobrado após o terceiro rebaixamento

Mello Palmeiras 1

“Eu garanto que o Palmeiras não será rebaixado”, disse o presidente Paulo Nobre, do Palmeiras, em recente entrevista coletiva.

Muito mais um desejo do que uma certeza.

Porém, apesar da boa vontade, Nobre tem tropeçado na incompetência, e num “amor” incompreensível pelo principal responsável pelo desastroso departamento de futebol do clube, José Carlos Brunoro.

É inaceitável que, após tantas bobagens, somente os treinadores sejam demitidos, e não aquele, ou aqueles, que os trouxeram, equivocadamente, e montaram um dos piores planteis da história palestrina.

Para piorar a situação, o Verdão, nas próximas horas, pode confirmar a contratação do treinador Dorival Junior, não pela competência de seus últimos trabalhos, ruins, mas pelo passado ligado ao clube, o que, convenhamos, nem em equipe amadora seria um motivo cabível.

Os times treinados por Dorival, invariavelmente, são queijos suíços defensivos, tudo o que o Palmeiras não precisa, ainda mais na atual situação, em que luta para evitar um vexame que nem é mais novidade, lamentavelmente, na vida do clube.

Em tomando essa decisão, manter Brunoro e trazer um treinador “pela história”, não pelo que pode acrescentar, o Verdão terminará o ano com torcedores chorando, num espetáculo televisivo dos mais tristes, para deleite dos adversários.

Nobre precisa definir se ama mais seu “Gestor” de Futebol ou o Palmeiras, enquanto ainda há tempo para mudanças, evitando que toda a sua generosidade em emprestar dinheiro ao clube – na verdade, dar – seja menos valorizada do que a façanha de levar um clube centenário a mais um histórico rebaixamento.

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