O tiro no pé da oposição Tricolor e a cara de pau de Marco Aurélio Cunha

macpeixe

Ontem, como era de se esperar, a oposição do São Paulo boicotou a votação que poderia, ou não, aprovar as medidas a serem tomadas para a reforma do Morumbi.

Novamente, a imprensa, preguiçosa, leu uma carta enviada pelo candidato Kalil Rocha Abdala, que, burramente, tentava explicar o inexplicável, e tratou de considerá-lo o mentor da idéia, quando, na verdade, apenas se posicionava como líder da chapa.

O boicote, vergonhoso, foi orquestrado por Marco Aurélio Cunha.

Um tiro no pé de proporções gigantescas, a todos os envolvidos.

Se antes poderia se argumentar que faltava tempo para conhecer o projeto, agora, não há mais como se pegar nessa bengala.

A documentação foi integralmente disponibilizada, há tempos, pela gestão de Juvenal Juvêncio.

Os oposicionistas, em não gostando do projeto, deveriam ter comparecido a reunião e votado contra, nunca manobrado para, claramente, prejudicar os adversários políticos em detrimento dos ideais são-paulinos.

Pouco importa se a derrota era certa, mas sim, democraticamente, marcar posição, através da liberdade de expressão, e do voto, para que, se realmente o projeto fosse uma tragédia, o próprio torcedor do clube soubesse a quem dar valor pelos avisos.

No Corinthians, por exemplo, apenas 16 conselheiros votaram contra a parceria do clube com a MSI.

Hoje, todos são respeitados.

Além da atitude de profunda falta de inteligência dos oposicionistas. tivemos a cara de pau, lamentável, de Marco Aurélio Cunha, o maestro de seus aliados, comparecendo ao clube para votar, depois de ter incitado os seus a não fazê-lo.

Não se sabe se por deboche ou traição, já que deve ter percebido, astuto que é, a repercussão negativa de seus feitos.

Triste, patético, até, tão quanto as explicações fornecidas pelo próprio para justificar sua efusividade ao ser flagrado cantando o hino do Santos ou contar ao CQC que, de maneira fraudulenta, mandava um funcionário da Câmara assinar sua presença, nos dias em que não estava na casa.

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