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Candidatos a presidente do Corinthians assemelham-se na falta de propostas aos problemas do clube

Augusto Melo, Andres Sanches, Mario Gobbi e Paulo Garcia

Nas últimas semanas, o Blog do Paulinho acompanhou todas as ‘lives’ ligadas aos candidatos à presidência do Corinthians.

Augusto Melo e Mario Gobbi falaram, pessoalmente, em algumas delas.

Pela ‘Renovação e Transparência’, ainda sem candidato definido, discursou Andres Sanches.

Fran Papaiordanou, coordenador da campanha de Paulo Garcia, falou pelo dono da Kalunga.

Todos os bate-papos foram marcados pela irrelevância e falta de aprofundamento de ideias, sem propostas efetivas para a solução dos principais problemas do Corinthians.

Dúvidas a serem esclarecidas:


  • ESTÁDIO

Que medida, efetiva, será tomada para quitação das dívidas com a CAIXA, a Odebrecht e o Fundo?

  • FUNDO

Como sobreviver sem o dinheiro das rendas do estádio, obrigatoriamente destinadas ao Arena Fundo?

Como devolver os atuais R$ 50 milhões, tomados ‘emprestados’ do Fundo através do calote de repasses, sem comprometer as demais obrigações?

Como parar de recorrer ao dinheiro do Fundo, que é, justamente, o recurso que o clube possui para honrar a dívida com a CAIXA?

  • SALÁRIOS

O Corinthians possui a mais cara folha de pagamento do Brasil, porque nos vencimentos das dezenas de jogadores estão incluídos, além da CLT, os tais direitos de imagem, luvas, comissionamentos, etc…

Como reduzir essa despesa?

  • PARCERIA COM EMPRESÁRIOS

A pergunta a ser respondida é simples: vai continuar da maneira que está?

  • DÍVIDAS PÚBLICA E TRABALHISTA

A dívida pública do Corinthians (FGTS, INSS, etc) ultrapassa algumas centenas de milhões de reais.

Os processo trabalhistas avoluma-se, incrementados com os imposto recolhidos, mas não repassados, aos funcionários.

Qual o plano de ação, efetivo, para estancar essa sangria?


Os candidatos, vez por outra, quando motivados, tocam nesses assuntos, mas as respostas quase sempre são evasivas: “estamos consultando especialistas”, “contrataremos profissionais para cuidar dos casos”, etc.

A falta de propostas para esse rol de problemas sugere, em alguns casos, que muitos dos postulantes não tem a menor ideia do que fazer à respeito, noutros, falta de interesse em mexer no vespeiro (talvez, em determinados casos, para que possam beneficiar-se do sistema).

Até o momento, o discurso mais claro diz respeito às irrelevâncias, objetivando angariar os votos de nichos no Parque São Jorge.

Fala-se no cloro da piscina, em obras na sauna e até na marca da cerveja, sem porém especificar ao público alvo a inexistência de recursos para cumprimento das promessas, se os problemas mais evidentes não forem, de fato, solucionados.

As contas de luz, água e planos de saúde atrasados revelam por si que as coisas estão bem ruins no Parque São Jorge.

Existe, porém, margem para piorar.

Seja pela manutenção, no poder, do atual grupo gestor (as lives de Andres Sanches indicam seu desejo de trabalhar pelo sucessor) ou pela eventual troca de seis por meia dúzia.

Os auto-intitulados oposicionistas precisam esclarecer, publicamente, do que são capazes, sob risco de, aos olhos dos eleitores, e também dos torcedores alvinegros, parecerem mais dos mesmos, facilitando a vida de quem disputará o pleito amparado pela máquina do poder.

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