As notas fiscais do Corinthians e a Vai de Bet

Durante a semana, o agente de jogadores Augusto Melo fez chegar ao influencer Macedo notas fiscais no valor aproximado, somadas, de R$ 20 mil, emitidas num boteco de Guaianazes.

Foram encontradas no Corinthians porque, provavelmente, alguém da gestão anterior disse ter pagado a quantia e pediu ressarcimento; que deve ter acontecido.

Não é novidade o esquema em Parque São Jorge.

O leitor do Blog do Paulinho sabe, desde o final de 2006, que TODOS os presidentes empossados, de lá para cá, para se sustentarem no poder, permitiram pequenas falcatruas no clube social.

De Dualib a Augusto Melo.

Evidentemente, a denúncia precisa ser investigada.

O dinheiro, normalmente, abastece os bolsos de operacionais de subalternos, não da diretoria, envolvida em volume maior de espertezas.

Com a burrice habitual, Duílio ‘do Bingo’, o presidente do período, respondeu, errou as informações – porque, de fato, não deveria saber dos detalhes -, e se viu tendo que retificar.

Em Parque São Jorge, os suspeitos são óbvios.

Gente pequena.

O timing do vazamento ocorreu, da maneira que aconteceu – com repasse a influencer – para superar, na mídia, as manchetes da investigação policial sobre a Vai de Bet.

Estas, sim, com poder de atingir de morte a diretoria.

Porque no esquema de pagamento de comissão da Vai de Bet, que atinge R$ 25 milhões, não tem peixe pequeno participando – a não ser involuntariamente, como é o caso da ‘laranja’ de Peruíbe.

Viabilizaram, comprovadamente, o negócio: Augusto Melo, presidente da diretoria, Marcelo Mariano, diretor administrativo e o superintendente de marketing Sérgio Moura, além do associado (porque foi tornado sócio do clube) Alex Cassundé.

Um crime não deve mascarar o outro.

O anterior confirma o que já era conhecido em Parque São Jorge; o atual, pode derrubar a diretoria do Corinthians.

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