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Grupo de empresários ganha R$ 1 milhão de Felipe Anderson, na Justiça

Em junho, o Santos negociou o jogador Felipe Anderson com a Lazio, da Itália, por 7,8 milhões de Euros, algo em torno de R$ 22.6 milhões, à época.

50% desse montante ficou com a Doyen Sports Investments Limited., fundo inglês que tem Kia Joorabchian como um de seus investidores principais, e Renato Duprat – aquele que faliu a UNICOR e trouxe a MSI ao Corinthians – como representante no Brasil.

Antes mesmo da negociação ser finalizada, outro grupo de empresários ingressou com ação de cobrança de comissionamento contra o atleta, alegando que não estavam recebendo os valores conforme combinados.

São eles, GR2 Gestão e Marketing ltda., Gabriel Martinez Massa, Traffic Talentos e Frederico Andrade Pena.

Dentro do que foi comprovado, a Justiça condenou Felipe Anderson a realizar os seguintes pagamentos:

a) A quantia de R$ 256.5 mil, relativa ao contrato de mediação, a ser corrigida monetariamente pelos índices constantes da Tabela de Atualização do Tribunal de Justiça deste Estado desde o ajuizamento (agosto de 2.012) e acrescida de juros de mora de 1% ao mês, contados desde a citação (setembro de 2.012 folha 99);

b) a quantia de R$ 280 mil, relativa ao contrato de prestação de serviços, a ser corrigida monetariamente pelos índices constantes da Tabela de Atualização do Tribunal de Justiça deste Estado desde o ajuizamento (agosto de 2.012) e acrescida de juros de mora de 1% ao mês, contados desde a citação (setembro de 2.012 folha 99);

c) das diferenças relativas a majorações da remuneração oriunda de seu contrato de trabalho junto ao Santos Futebol Clube, no curso de seu cumprimento, que deverão ser apuradas em execução, através de liquidação por artigos;

d) ao pagamento das custas e despesas processuais, bem como de honorários advocatícios, equivalente a 10% (dez por cento) da condenação.

Tratando-se de condenação líquida, o depósito respectivo, pelo réu, deve ser realizado em até 15 (quinze) dias, contados do trânsito em julgado, sob pena de incidência da multa de 10%, prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil. P.R.I. – preparo no valor de R$ 11.432,31 – porte de remessa no valor de R$ 29,50.

No montante final, entre pagamentos já fixados, multas, juros, e o que ainda será calculado, algo em torno de R$ 1 milhão.

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10 comentários sobre “Grupo de empresários ganha R$ 1 milhão de Felipe Anderson, na Justiça

  1. Olá Paulinho. Falar bem a verdade, se não houver uma mudança radical, esses empresários e/ou grupos empresariais (seria essa, a denominação correta para essa raça?!) ainda vão acabar com os clubes e com os próprios jogadores. Pelo teor da decisão, eles ganham não só pela prestação dos serviços, em si, mas também para para a tal de mediação, além de usufruírem dos aumentos que o jogador recebe do clube em que joga (ou seja, a relação de emprego entre jogador e clube, não parece ser pessoal/personalíssima). Enfim, os jogadores deveriam contratar só a prestação dos serviços. A meu ver, não tem sentido o trabalhador “dividir” as verbas oriundas de seu contrato de trabalho, pois é relação que diz respeito apenas ao empregado x empregador.

  2. Pessoal, vamos dar uma força a reportagem do san7os, escrevam qualquer bobagem pra ver se chega ao record de 10 comentarios

  3. Poderíamos dizer que esses “empresários” são verdadeiros chupins, mas só por conseguir vender um perna de pau desses por R$ 22.600.000,00 merecem uma graninha.

  4. Muito estranha essa venda, um jogador fraquíssimo, nunca vi atuar bem, e chance nunca faltou.
    Cada vez mais será comum esse tipo de transferência elevada envolvendo jogadores agenciados por pessoas ligadas aos grupos russos.
    Até países onde a justiça deveria ser séria estão fazendo vistas grossas aos esquemas de lavagem, e a entidade que deveria regular e fiscalizar esse tipo de situação é tão suja quanto ou pior.
    Cada vez mais o futebol se torna um negócio lucrativo para pessoas de baixos escrúpulos, e o pior é constatar que pouco a pouco a alegria de torcer vai se esvaindo.
    O futebol do interior, por exemplo, acabou faz tempo (hoje em dia empresários fazem reuniões antes dos torneios e espalham jogadores pelas equipes de acordo com a visibilidade), e gradativamente o mesmo vem acontecendo com os grandes.
    Nota-se que jogadores assinam com determinado clube às pencas, e todos vindos de um mesmo grupo de empresários, muda o ano e aqueles que não serão vendidos darão lugar a novas “promessas”, e os poucos que servirão para comércio são logo inflacionados pela mídia comprada, e vendidos posteriormente para saciar a ganância dos envolvidos.
    É um círculo vicioso, e quem perde são os torcedores, que passam a acompanhar o declínio vertiginoso de um esporte tão apaixonante e celebrado.
    Como que um jogador que no auge de sua forma era no máximo mediano e esforçado (Léo) ainda consegue ter vaga num time da estatura do Santos? Dá desgosto, e o pior é que o nível dos outros mais jovens é tão baixo que ele acaba merecendo tal vaga…
    Não é à toa que desde que o Neymar saiu não consigo terminar de assistir uma partida sem cochilar em frente a TV (confesso que tive dificuldades na partida contra o SP, pois o narrador não parava de gritar gol).
    Um abraço Paulinho, continue com o ótimo trabalho, saiba que sua coragem serve de inspiração para muitos!

  5. essa base do santos…o clube faz muito marketing em cima dela e tem as consequencias…

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