Convocações à Copa do Mundo revelam o fracasso do Brasileirão da Casa Bandida

Os dados publicados pela ESPN sobre as convocações de jogadores para a Copa do Mundo, distribuídas por ligas nacionais, revelam a dimensão do fracasso da gestão da CBF no futebol brasileiro.
Enquanto a Premier League lidera com impressionantes 163 jogadores convocados, seguida pela Bundesliga, com 100, pela La Liga, com 81, e pela Ligue 1, com 79, o Campeonato Brasileiro aparece apenas na 11ª colocação, com míseros 32 atletas.
O vexame torna-se ainda maior quando se observa que ligas consideradas periféricas até poucos anos atrás superam o Brasileirão.
A Saudi Pro League conta com 45 convocados, a Major League Soccer possui 44, a liga turca tem 43, a Championship inglesa 35 e até a Eredivisie holandesa soma 33 — um a mais que a principal competição nacional do país.
É evidente que a diferença financeira em relação a Inglaterra, Alemanha, Espanha e França influencia esse cenário.
Mas a responsabilidade da CBF vai muito além disso.
Há décadas, a entidade administra o futebol brasileiro com um calendário irracional, excesso de partidas, arbitragem contestada e uma estrutura incapaz de reter talentos ou atrair jogadores de alto nível em seu auge técnico.
Nem é necessário inserir, nesse contexto, as nebulosidades dos bastidores, que também agravam o problema.
A CBF gosta de vender a narrativa de que o Brasileirão é um dos campeonatos mais fortes do planeta.
Os números demonstram exatamente o contrário.
É a consequência direta de uma gestão que privilegia interesses políticos em detrimento da qualidade do espetáculo, da experiência do torcedor e do desenvolvimento do esporte, o que acaba por impactar nos resultados elencados.
