Vitória de Olten Ayres exemplifica no que o São Paulo se tornou

A apertada vitória de Olten Ayres de Abreu no Conselho Deliberativo do São Paulo, por apenas dois votos de diferença (120 a 118), representa mais um capítulo da decadência política que há anos contamina os bastidores do clube.
É constrangedor que o cartola retorne à presidência do órgão enquanto permanecem sem explicação fatos gravíssimos relacionados à sua gestão.
Entre eles, as revelações de que o veículo colocado à sua disposição acumulou 171 multas de trânsito em apenas 25 meses, gerando despesas superiores a R$ 85 mil, além de expressivos gastos de manutenção bancados pelo São Paulo.
Em vez de prestar esclarecimentos, Olten preferiu desqualificar as denúncias.
O dirigente também figura no centro de uma crise institucional sem precedentes, marcada por investigações internas, questionamentos sobre sua condução do Conselho, acusações de gestão temerária e até pela controversa decisão de destituir integrantes da Comissão de Ética justamente após o órgão recomendar seu afastamento.
O resultado da votação reafirma a força de um grupo de conselheiros que, em detrimento dos interesses do São Paulo, mostra-se disposto apenas a proteger conveniências políticas e comerciais.
