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Marco Aurélio Cunha desistiu de ser candidato antes de ser desmascarado em reunião do Conselho Deliberativo

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Muitos estranharam, não a renúncia de Marco Aurélio Cunha de concorrer à presidência do São Paulo, já que realmente suas chances eram irrisórias, mas o período em que a decisão foi tomada, muito antes do referido pleito.

Mas a explicação seria encontrada no que estava para acontecer na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Tricolor, que seria arrasadora para suas pretensões.

Após fomentar a mídia contra os atuais gestores do clube, inclusive com distorções de ações da qual o próprio participou, conselheiros ligados ao grupo de situação prepararam uma espécie de “apresentação” de algumas “peripécias” do vereador enquanto dirigente do Tricolor.

Todas seriam expostas, na reunião, para que os Conselheiros soubessem, de fato, com quem estariam lidando.

Além da óbvia manutenção de seu nome na mídia, visando projeção e prospecção eleitoral para futuras eleições (MAC é vereador), outras acusações, mais graves, nos foram relatadas por gente que conhece os bastidores do clube.

1 – Seria apresentado, na reunião, o “controle de acesso” da portaria do CT da Barra Funda, comprovando que, enquanto superintendente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha pouco trabalhava.

Chegava, segundo as indicações, pouco antes do horário de almoço, para conceder entrevistas, almoçava, e que as raras vezes em que permanecia após as refeições, “coincidiam” com a entrada de seus “convidados”, que seriam pacientes particulares que se tratavam no REFFIS, às custas do São Paulo;

2- O ex-superintendente, segundo as informações que seriam divulgadas, cobraria comissão do médico ortopedista, Dr. Renê Abdala, que realiza cirurgias em jogadores do São Paulo, todas pagas pelo caixa do clube;

3- Marco Aurélio Cunha é proprietário da empresa ACADEMIA BRASILEIRA DE FUTEBOL MMP LTDA., CNPJ: 08.273.545/0001-83, constituída em agosto de 2006, que, segundo o site oficial, http://abfmmp.com.br, tem seus principais produtos ligados ao São Paulo, em concessão “oficiosa”, sem repasse de valores ao clube, conseguidos por influência dentro do Tricolor.

Na listagem há desde pacotes de jogos do São Paulo no Morumbi, até shows, distribuição de camisas autografadas e palestras, como, por exemplo, as de Rogerio Ceni.

Após ter sido descoberto por conselheiros do clube, Cunha retirou-se da sociedade, no papel, em setembro de 2012, permanecendo, porém, de maneira oculta no negócio.

mac empresa

4- A empresa que mais teria doado recursos à campanha de Marco Aurélio Cunha à presidência do São Paulo, e que depois passaria a ser a responsável pelas principais obras do clube, inclusive a modernização do Morumbi, é a SA PAULISTA DE CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO, CNPJ. 60.332.319/0001-46, http://sapaulista.com.br, investigada por diversas licitações fraudulentas em vários Estados do Brasil.

Além disso, a mesma empresa foi também a principal doadora, comprovadamente, em declarações do próprio comitê de campanha de Cunha, da candidatura do ex-superintendente Tricolor a Vereador de São Paulo, em 2008, com impressionantes 50% de todos os valores gastos para elegê-lo.

Doações estas tratadas, posteriormente, como irregulares pela Justiça Eleitoral, e que levaram Marco Aurélio a responder, inclusive, a processo sobre o assunto.

5- Seriam apresentados documentos de inúmeros pedidos de Cunha ao gestor das categorias de base do clube, Geraldo Oliveira, para que atletas sem a menor condição física e técnica participassem de semanas de treinamentos e testes, visando agradar eleitores e cabos eleitorais.

Informações dão conta de que após Geraldo ter se recusado a manter em Cotia o filho do ex-jogador Denis, amigo do “doutor”, o mesmo teria iniciado campanha difamatória contra Cotia e seus gestores, municiando torcedores e jornalistas com informações inverídicas.

6- O Conselho do São Paulo iria questionar MAC dos motivos, como representante dos são-paulinos na Câmara, do vereador, enquanto corregedor, de não aprofundar as investigações contra Aurélio Miguel (durante a gestão de Cunha nenhum processo contra o ex-judoca foi tratado) quando pipocavam na imprensa denúncias de irregularidade.

Assim como, Marco Aurélio seria convidado a explicar aos presentes a reportagem da FOLHA, de 12 de julho de 2012, que coloca, ao lado de Aurélio Miguel e Wadih Mutran, seus “protegidos” na corregedoria, como das maiores evoluções patrimoniais entre todos os políticos da casa.

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