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Banco de Propinas da Odebrecht faz negócios com o Corinthians e com agentes que negociam jogadores no clube

Em recente delação, executivo da Odebrecht detalhou como o Banco Paulista, presidido pelo ex-presidente da BOVESPA, Álvaro Augusto Vidigal (amigo pessoal do ex-diretor do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg), estava inserido no setor de “operações estruturadas” da construtora, o afamado “departamento de propinas”.

Por intermédio da instituição boa parte dos pagamentos indevidos foram efetuados.

O banco simulava, entre outras coisas, operações de empréstimos que nunca haviam, de fato, acontecido.

No link abaixo, matéria do UOL tratando sobre o assunto:

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/05/23/delacao-aponta-esquema-entre-banqueiros-e-odebrecht-para-lavagem-de-propina.htm

Vasculhando os balanços do Corinthians, que mantém notória parceria com a Odebrecht, encontramos dados interessantes.

O Blog do Paulinho, no dia 30 de abril de 2016, revelou que auditoria realizada pela Parker Randall Brasil no balanço de 2015 do Timão destacou:

“(…) falta de comprovação adequada para operações financeiras do Corinthians com: SOCOPA administração Clube Investimentos, Banco do Brasil, Banco Paulista e o referido empréstimo tomado do arquiteto Anibal Coutinho.

Coincidentemente, todos envolvidos com a Odebrecht.

A SOCOPA é corretora do Banco Paulista (listado no balanço alvinegro),sabe-se agora, repassador de propina da construtora.

O Banco do Brasil realizou empréstimo ponte para a construção da Arena.

Dentre estes, somente os valores emprestados, de maneira absolutamente suspeita, ao arquiteto Anibal Coutinho vazaram à imprensa: R$ 8.528.000,00, a juros de 0,8% ao mês+IGPM.

Em 2015, Corinthians tomou R$ 84 milhões em empréstimos. Inclusive do arquiteto da Arena

Estranhamente, mesmo sem explicar que tipo de operação realizou com o Banco Paulista (apesar da auditoria revelar a existência do negócio), não apenas em 2015, mas também em 2016 e 2017 (não constam pendências no balanço), na documentação aprovada pelo Conselho Deliberativo no início de 2019, o Corinthians revela que, em 2018, tomou R$ 20,1 milhões desta instituição, a juros de 0,60% ao mês, acrescidos de CDI.

R$ 10.487.000,00 constam do passivo circulante (com vencimento próximo) e R$ 9.613.000,00 à longo prazo.

O responsável pelas finanças do Corinthians neste período era Luis Paulo Rosenberg, apesar do diretor, oficialmente, ser Matias Ávila, ligado comercialmente à construtora.

Os valores, supostamente emprestados pelo afamado “banco da propina” da Odebrecht, superam 50% de tudo o que o Corinthians tomou emprestado no ano, que, no total, atinge R$ 40.139.000,00


Os agentes de jogadores preferidos de Andres Sanches e o Banco de Propinas da Odebrecht

Lucas Sanchez, Andres Sanches e o filho de Giuliano Bertolucci

Dos R$ 40,1 milhões tomados em empréstimo pelo Corinthians no ano de 2018, R$ 12,3 milhões saíram dos bolsos dos agentes Giuliano Bertolucci (associado a Kia Joorabchian) e Carlos Leite.

Noutra estranha coincidência, descobrimos que Bertolucci mantém na CVM, desde 2011, um Fundo de Investimentos focado na valorização de atletas agenciados por suas empresas.

Carlos Leite, soubemos, seria um dos investidores.

Desde a data da criação, o Fundo é administrado pela SOCOPA, a corretora do Banco Paulista (repassador da propinas da Odebrecht), que mantém em custódia todos os valores negociados.

É notória a ligação comercial e de amizade do presidente do Corinthians, Andres Sanches, com três agentes de jogadores: a dupla Bertolucci/Joorabchian, Carlos Leite e Fernando Garcia.

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