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O deslocamento de retina que fez Tostão enxergar melhor

Faz cinquenta anos que, num lance fortuito em amistoso contra o Corinthians, o então atacante Tostão, aos 22 anos, sofreu deslocamento de retina, vítima de uma bolada.

À época sua luta para disputar a Copa do Mundo, um ano depois, foi emocionante.

Em campo, Tostão teve desempenho notável, entrando para a história como importante peça da Seleção Brasileira campeã, considerada por muitos o melhor time de futebol de todos os tempos.

Três anos depois, porém, o problema num dos olhos retornou e sua carreira abreviou-se, no auge, aos 26 anos.

Sobre o episódio, o próprio Tostão declarou:

“Fiquei chateado. Não queria parar, mas, para mim, foi um renascimento, porque tive a chance de ter outra vida”

“Se eu tivesse parado de jogar com trinta e poucos anos, não teria tido a chance de estudar, de entrar na faculdade, que era um sonho meu”

“Não teria ânimo para começar a construir isso, ter outra atividade, outra vida”

“Naquele momento, foi ruim. Mas, do ponto de vista da minha existência, tive uma oportunidade que não teria recebido se tivesse parado alguns anos depois”

Ótimo médico e brilhante colunista, o deslocamento de retina, ironicamente, proporcionou a Tostão ‘enxergar’ melhor diversos horizontes que, atacados com a coragem e habilidade notadas em seu período como jogador, renderam-lhe evolução pessoal e intelectual notória, ampliando seu leque de fãs, que, do contrário, talvez limitariam-se aos torcedores e jornalistas que tiveram a sorte de vê-lo desfilar futebol.

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