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Del Nero transformou a FPF num quartel extraoficial da Polícia de São Paulo

Assim como nos tempos dos militares, quando os piores homens da Polícia Militar de São Paulo se uniram a admiradores confessos da Ditadura, formando uma organização criminosa disfarçada de moralista, a FPF, capitaneada por Marco Polo Del Nero, encampou métodos semelhantes de gestão.

Fazem parte do quadro de dirigentes da entidade PMs de reputação duvidosa, além de policiais civis, ocupando cargos de extrema relevância, em que deveriam figurar gente ligada ao esporte.

Uma maneira de “democratizar” a Ditadura.

Alguns deles envolvidos, segundo informações, na central de grampos clandestinos escancarada pela mídia recentemente.

Crime este em que, por sinal, Del Nero está sendo indiciado pela Polícia Federal, após comprovadamente ter mandado grampear alguns desafetos e até sua “comidinha”, funcionária da entidade.

Uma situação pouco noticiada pela sempre temerosa mídia brasileira, mas que deveria, ao menos, ser acompanhada com mais rigor e proximidade pelos órgãos competentes do Estado, entre eles o Ministério Público.

Por exemplo, o delegado geral de São Paulo, Luis Mauricio Blazeck, empossado recentemente por Geraldo Alckmin (PSDB), integra a 3ª Câmara do TJD da Federação.

Antes disso, trabalhava na Academia de Polícia com a também delegada Carla Priscila Del Nero, filha do mandatário da FPF.

Além dele, possui cargo na FPF, como presidente do TJD, o chefe do DIPOL, delegado Mauro Marcelo, amigo de José Dirceu (PT), e grande “parceiro” do deputado Vicente Cândido (PT), que além de vice da FPF é também funcionário de Boris Berezovsky, segundo o MP, “Chefão” da Máfia Russa.

A DIPOL é considerada a inteligência da polícia, local em que, por exemplo, Del Nero poderia eventualmente ser investigado.

Há também o delegado Marzagão, membro também do TJD da FPF, delegado que substituiu o Dr. Masi, que apurava exatamente um caso de grampo contra este jornalista, realizado por policiais militares a mando do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches.

Com o “relatório” medíocre do Dr. Marzagão, aliado a “ocultações” de áudios que incriminariam o dirigente alvinegro, mesmo com prisão do réu confessando os crimes, o caso foi arquivado.

Entre os PMs, estão nomes conhecidos da alta cúpula da polícia, muitos deles pouco familiarizados com o futebol, porém, bem relacionados no que, de fato, precisam fazer.

Nomes como o do Coronel Nilson Monção, responsável pela escola de árbitros da Federação, Coronel Silas Santana, ouvidor da arbitragem, Coronel Marcos Marinho, comissão de árbitros, Coronel Isidro Suíta Martinez, vice-presidente de competições, além do corregedor da arbitragem, o delegado Bento da Cunha.

Não deve ser coincidência boa parte dessa gente estar ligada exatamente ao departamento mais criticado da Federação Paulista de Futebol nos últimos anos, o da arbitragem, que deveria ter em seus quadros profissionais gabaritados para servir de exemplo aos homens que podem, eventualmente, até decidir campeonatos.

Vale lembrar, todos pagos com dinheiro de nossos impostos, e que deveriam entrara na FPF não para fazer política ou dar cobertura para quem a faz, mas sim prender os responsáveis, tantos, pela desmoralização do nosso futebol.

O Governador Geraldo Alckmin ?

Talvez ocupado com as importantíssimas reuniões da “Opus Dei” não esteja reparando que seus funcionários gazeteiam serviço para brincar de dirigentes esportivos.

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