Comprovada ligação de Luis Paulo Rosenberg com empresa que deu calote de R$ 1 milhão no Corinthians

Há cerca de dois meses, o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, fechou um estranho acordo de patrocínio pontual para a camisa da equipe, com a desconhecida “Apito Promocional.”

Empresa esta que vendia títulos de capitalização em que além de vários prêmios anunciados prometia também viabilizar viagens ao Japão para os torcedores corinthianos.

http://www.apitopromocional.com.br/index.php

O valor acertado por oito partidas foi R$ 2 milhões, divididos em sete parcelas de R$ 285,7 mil.

Somente a primeira foi quitada, embora o clube tenha permitido a exposição, mesmo sem pagamento, em sete dos oito jogos combinados, e não se tenha, até o momento, nenhuma movimentação para cobrança do calote.

Imagina-se que somente empresas com bom porte financeiro, estabelecidas no mercado, possam arcar com tamanho custo, porém, para satisfazer interesses nem tão “ocultos” assim, não é sempre que isso acontece.

Confira abaixo informações levantadas por este espaço que colocam em dúvida a licitude de toda a operação e sugerem favorecimento ao vice-presidente Luis Paulo Rosenberg, um dos responsáveis pelo nada lucrativo contrato.

DE IMOBILIÁRIA PARA VENDEDORA DE CAPITALIZAÇÃO

A empresa, que assinou contrato com o Corinthians com a denominação APITO UNIÃO PROMOCIONAL LTDA-ME, sob CNPJ 10.341.713/0001-72, é, na verdade, uma alteração recente da FAGUNDES EDUARDO IMÓVEIS LTDA, realizada em junho de 2012.

Uma espécie de “compra” de CNPJ antigo, datado de 2008, para dar “credibilidade” ao empreendimento.

Somente em 2012, junto com a alteração de nome, é que o objeto “imobiliária” foi trocado para “promoção de vendas”.

Os proprietários anteriores, com capital social de apenas R$ 1 mil, eram Edurado Fagundes e Vivian Cardoso, entrando, após a criação da “nova” empresa, Marcos Cesnik de Souza e Carla Cesnik de Souza.

DISCURSO MENTIROSO NA PÁGINA DA EMPRESA

“A Apito União Promocional (Apito) surgiu da união de profissionais do mercado financeiro, jurídico, marketing e promoção. São anos de experiência a serviço da construção de uma plataforma promocional cuja missão é levar, de forma customizada, uma importante ferramenta de marketing de incentivo, qual seja a promoção comercial, principalmente para as para as pequenas e médias empresas de todos os ramos de atuação no mercado.”

O texto acima, retirado do site da “APITO PROMOCIONAL”, http://www.apitopromocional.com.br/a-empresa, mente ao dizer que “são anos de experiência”, quando, na verdade, embora o CNPJ tenha sido “comprado” de outra mais antiga, a empresa atingiu há pouco quatro meses de vida.

Embora insinue a verdade ao dizer que é oriunda da “união de profissionais do mercado financeiro, jurídico, marketing e promoção”, termos que, em parte, podem qualificar o atual vice-presidente do Corinthians, Rosenberg.

EMPRESA DE CAPITALIZAÇÃO DE PORTE DUVIDOSO GARANTE O NEGÓCIO

Segundo o site da “APITO PROMOCIONAL”, o produto que comercializa, títulos de capitalização, são garantidos pela APLUB CAPITALIZAÇÃO S/A, localizada em Porto Alegre/RS, na Av. Julio de Castilhos nº 10.

Trata-se, na verdade, de outra “metamorfose” de uma imobiliária, denominada “IMAPLUB IMOBILIÁRIA APLUB LTDA”, que depois alterou seu nome para IMOBILIÁRIA TAGUAIBA LTDA.

Sua situação na JUNTA COMERCIAL esta como “em liquidação”, embora, exista registro de filial aberta em São Paulo, na Rua Marques de Itu, nº 61.

Interessante também que o empreendimento que teve início com CNPJ nº 92.893.940/0001-75, teve seu numero alterado, a pedido, para 80.076.302/0001-94, ainda no mesmo endereço, em Porto Alegre.

Pesquisando também os sócios envolvidos no projeto, não constatamos expressividade comercial.

LIGAÇÕES COM LUIS PAULO ROSENBERG

Para explicar o crédito concedido a uma empresa comprovadamente sem porte para patrocinar o Corinthians somente sendo “parceira” de um dirigente.

Dois domínios de internet foram utilizados pela “APITO PROMOCIONAL” para comercializar os título de capitalização expostos na camisa do Corinthians: http://apitopromocional.com.br e http://viajecomtimao.com.br.

O segundo, “Viaje com Timão” está em nome de PAULO ROGÉRIO FISCHER ROBERTI, proprietário também da empresa GOTCHA COMUNICAÇÃO e PARTICIPAÇÕES LTDA, em sociedade com CLAUDIA KALIM, enquanto o primeiro, “APITO PROMOCIONAL”, é administrado por MARCOS CESNIK.

Há uma empresa, a ESM CONSULTORIA E PARTICIPAÇÃO LTDA, que é responsável pelo domínio http://agenciacorinthians.com.br.

Nesse endereço encontramos um site, “AGÊNCIA CORINTHIANS”, com participação de CLAUDIO KALIM, parceiro tanto de CLAUDIA KALIM, da GOTCHA, como também de Luis Paulo Rosenberg.

Basta notar, no texto retirado do site, logo abaixo, que o apoio e a ligação com o dirigente corinthiano é evidente.

http://www.agenciacorinthians.com.br/release.asp

Dizem participar de TODOS os projetos do departamento, citando claramente a “TV TIMÃO” e o “FIEL TORCEDOR”.

A empresa possui também outros endereços, também utilizados em promoções de Rosenberg no marketing alvinegro.

Entre eles: http://agenciacorinthians.com.br, http://corinthiansmail.com.br, http://fieljogador.com.br, http://leilãodocorinthians.com.br, http://otimaoeasuacara.com.br, http://shoppingcorinthians.com.br, http://shoppingtimao.com.br, etc.

CONCLUSÃO

Comprova-se, com esta matéria, não apenas a falta de porte da empresa “APITO PROMOCIONAL” para patrocinar uma camisa como a do Corinthians, como também a suspeição de seus negócios, abalizados por gente de pouca ou nenhuma representatividade no mercado.

Qualquer diretor ou empresário minimamente preparado recusaria, no ato, proposta de patrocínio semelhante, sem o mínimo de garantias financeiras para resguardar o contrato.

Fica evidente que um profissional “esperto” de mercado, como Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, não cairia num conto desses por simples inocência, e que sua ligação comprovada com pessoas envolvidas no negócio deve ter sido fundamental e “motivadora” para a realização da transação.

Cabe agora ao Corinthians esclarecer a situação e cobrar a quem de direito, sejam os devedores ou quem autorizou a “carta de crédito”, para que ressarçam os cofres do clube, prejudicados em mais de R$ 1 milhão pelo, no mínimo, péssimo negócio.

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