Os desmandos de Della Mônica e a turma do “abafa”

O conselheiro Afonso Della Mônica tem atuação no Palmeiras semelhante às que costumamos observar em filmes que retratam o cotidiano “corleônico” de alguma “famiglias” da máfia siciliana.

Frequentemente se envolve em casos de desvios de conduta, porém, quando descoberto, é eficiente na articulação da dissimulação e também na arte de “abafar” a repercussão.

Citamos, recentemente, o exemplo da denúncia do ex-conselheiro Carlos Mira, que disse a quem quisesse escutar que o ex-dirigente José Cyrillo havia se beneficiado de esquema que teria lhe proporcionado R$ 1 milhão.

http://blogdopaulinho.com.br/2012/09/28/palmeiras-jose-cyrillo-o-homem-de-r-1-milhao/

Della Mônica agiu rápido, o caso não veio à tona e o denunciante, intimidado, saiu às pressas do clube.

Houve também o caso dos “materiais esportivos”, com um conhecido conselheiro, Sergio de Campos, que, segundo informações, teria desviado enorme quantidade de material esportivo do clube.

Essa história foi abafada porque a esposa de Campos, escrivã de polícia, trabalhou por anos com Della Mônica.

Recentemente, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, agrediu covardemente, junto com seu filho adolescente, ao conselheiro palestrino Gilto Avalone.

Esqueceu-se, porém, que anos antes, também havia agredido outro conselheiro, Clovis Dalessio Serfim, em caso abafado também por Della Mônica, que se socorreu exatamente de Gilto, a quem recorriam sempre pela influencia nos bastidores.

Conhecidas também são as “Kombis” do clube, utilizadas para prestar favores, entre eles, levar a médicos, dentistas e hospitais, aos associados do clube que votassem com o grupo de Della Monica.

Entre os “beneficiados” pela “famiglia”, estava um conselheiro já falecido, além de figuras conhecidas do ambiente alviverde, como Orfeu Puglia, João Gavioli, Vitor Cestari e Emilio Acocela.

Noutra situação, contada aos risos por Della Mônica, no Palmeiras, um funcionário de nome Kamal ganhou R$ 3,6 milhões do clube na Justiça do Trabalho.

Logo o “grupo” foi acionado, e os conselheiros Roberto Frizzo, hoje diretor de futebol, Antonio Corcione, envolvido no desvio de R$ 290 mil, Clemente Pereira e Sergio Granierei, sob a batuta do “padrinho”, reuniram-se com o rapaz.

Obrigaram-no com “sugestivos” argumentos a aceitar um acordo de R$ 360 mil, em dez parcelas de R$ 10 mil, com a promessa de que iriam readmiti-lo.

Nunca foi recontratado.

São casos, diversos, que se repetem no cotidiano palmeirense, quase sempre com os mesmos nomes envolvidos, e que, aos poucos, serão revelados por este espaço.

Histórias estas que, certamente, serviriam de inspiração aos grandes escritores de nossos tempos, entre eles o renomado Mario Puzzo, absolutamente identificado com o tema.

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