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Corinthians é condenado, no TJ, a pagar R$ 18 milhões pela negociação do jogador Wilson

Durante muito tempo acreditou-se, no Parque São Jorge, que o proprietário dos direitos do atacante Wilson, atualmente no Sport/PE, fosse o conselheiro corinthiano Osmar Stabile.

O próprio afirmava ter colocado R$ 600 mil de seu bolso para ajudar o clube, sem nada querer receber em troca.

De fato, não recebeu, após Andres Sanches, presidente à época, negar-lhe o pagamento.

Tempos depois descobriu-se que, na verdade, o proprietário dos direitos do atleta era um sócio ocasional de Stabile, de nome Moacir da Cunha Viana.

Este, passado para trás, sem receber um centavo do que havia investido, mesmo após negociação do atleta para o Gênoa, entrou com ação contra o Corinthians, obtendo êxito judicial.

O Corinthians foi condenado a arcar com valores próximos a R$ 400 mil, e que hoje, corrigidos, já atingiriam R$ 600 mil.

Porém, por um infortúnio da vida, Moacir não viu sequer a cor deste dinheiro, falecendo meses depois.

Mas sua família, combativa, mesmo assim, entrou com recurso no TJ, visando a revisão dos valores, que, de fato, eram menores do que deveriam ser.

Eis que, esta semana, o mérito foi julgado, e o Corinthians, novamente, condenado.

Só que, desta vez, o prejuízo será bem maior..

Os desembargadores, de maneira correta, entenderam que Moacir possuía 50% dos direitos econômicos do jogador, e não tinha direito, apenas, a receber a quantia investida, conforme decisão anterior.

Ou seja, a família de Moacir receberá do Corinthians, R$ 11 milhões (50% da transação ao Gênoa), acrescidos de 20% de multa da rescisão prevista no contrato entre o clube e o agente, correspondentes a R$ 2,5 milhões.

R$ 13,5 milhões, com juros retroativos desde o período da transação, que devem elevar o valor para R$ 18 milhões, aproximadamente.

Um prejuízo absurdo, levando-se em consideração que poderia ter sido evitado, não tivessem os dirigentes alvinegros querer ser mais espertos do que a “esperteza”.

Vale lembrar também que um dos fatores decisivos para a vitória da família do agente de jogadores na Justiça foi um estranho recibo, contabilizado pelo Corinthians, de valor bem menor – cerca de R$ 600 mil – que comprovaria pagamento inexistente, em nome de uma empresa da qual nunca se escutou falar.

Cobrado na época da descoberta da ação, o atual dirigente, Raul Correa da Silva, responsável pelo “equívoco” contábil, disse que explicaria o negócio, mas, até agora, não o fez.

Com mais este desfalque nos caixas alvinegros, talvez seja o momento ideal para relembra-lo do assunto.

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