Investigação interna do São Paulo desconfia de alteração do percurso do ônibus apedrejado

O São Paulo já sabe que o covarde ataque ao ônibus de jogadores do clube, que resultou em 14 prisões, foi orquestrado por conselheiros e funcionários da agremiação, a pretexto de ‘dar uma prensa’ nos atletas.
Os nomes estão na boca de todos e não deverá ser difícil comprovar a ‘operação’.
A prática, a bem da verdade, apesar de abominável, é corriqueira no Brasil.
No Corinthians, para citar exemplo próximo, diversos são os relatos de que o ex-presidente Andres Sanches combinaria com torcedores ‘organizados’ as manifestações à porta do CT, e, recentemente, no aeroporto, razão pela qual, em muitas delas, era poupado das ofensas.
Voltando ao Tricolor, a cultura de abafar os escândalos, que há décadas perdura no ambiente Tricolor, pode facilitar para que os marginais ‘internos’ escapem de reprimendas mais graves.
Em ocorrendo assim, será difícil reverter o clima, que já é péssimo, no vestiário Tricolor.
Os atletas sabem quem foram os autores da ‘proeza’ a ponto de, após a partida, o goleiro Volpi ter partido para agressão com um deles.
O indício mais claro do conluio, já levantado em apuração interna, é de que o trajeto do ônibus foi, estranhamente, alterado e, coincidentemente, os bandidos, agora presos, aguardavam com paus, pedras e covardia no meio do caminho.
Bastará questionar o motorista do ônibus para saber quem lhe deu a ordem da mudança e, seguindo o ‘novelo’, desvendar a cadeia de comando da selvageria.
