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O caso Oscar no Mundo Corporativo – Capítulo Final

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Enfim após meses de frequentes mandatos e quase intermináveis idas e vindas, São Paulo e Internacional chegaram a um acordo com relação jogador Oscar.

Segundo o que foi anunciado, a equipe gaúcha pagará R$ 15 milhões ao Tricolor e passará a ter os direitos federativos do jovem jogador.

Após tantos fatos que envolveram estas 3 partes, Internacional, São Paulo e Oscar, caso o cenário fosse o mundo corporativo, caberia considerar as seguintes deliberações para cada uma delas.

Para o Internacional:

Certamente que a ausência de Oscar na equipe que disputava a Taça Libertadores foi um dos fatores que contribuíram para a queda precoce do bicampeão da América.

Ainda assim, seus dirigentes, juntamente com o corpo jurídico contratado, bancaram uma solução que ao se mostrar frágil, ou por temor, resultou no pagamento do valor quase que total ao solicitado pelo São Paulo.

Oras, ao final de tudo isso, o Internacional acabou por pagar o valor, que inicialmente se recusava, seus dirigentes entregaram uma Taça Libertadores, gastaram altos honorários jurídicos e ainda houve clara associação da imagem da instituição quanto a acusações de aliciamento do atleta.

Decisão: Demissão sumária de toda a sua diretoria.

Para o São Paulo:

Errou de forma amadora no começo de todo o processo, que proporcionou a saída de seu atleta. Seus dirigentes realmente pensaram que jamais qualquer de seus jogadores teria a coragem de sair de seus quadros.

Houve desgaste de sua imagem, anos atrás como sendo de vanguarda, mas que agora também sofre com questões, como a saída de atletas, que se resumiam as outras equipes.

Pagou para ver, bancou até o fim, o que era o mínimo a ser feito, uma vez que o atleta era um patrimônio da equipe. E ao final, contou com o temor dos dirigentes gaúchos e um pouco do seu para receber um valor apenas um pouco menor ao desejado.

Decisão: Advertência aos seus dirigentes pelo equívoco inicial e que isto nunca mais se repita.

Para Oscar:

Justamente a parte que parece ser a maior vencedora, muito possivelmente será a que mais sairá perdendo a longo prazo.

Aliciado que foi, por quem quer que seja, fez alegações equivocadas e injustas ao clube que o formou, aproveitou do equívoco de seus dirigentes e optou pelo rompimento.

Todos os clubes do mundo conhecem agora o que Oscar e sua trupe são capazes de fazer fora de campo e certamente seus contratos passarão a ser repletos de condicionantes protetoras contras suas atitudes.

Em campo, deverá manter seu futebol em altíssimo nível, pois certamente esta mancha o perseguirá durante muitos anos, principalmente no que diz respeito aos contratos de publicidade.

Decisão: Contrato com suporte de três dos maiores escritórios jurídicos do Brasil e afastamento de contratos de publicidade fora do Rio Grande do Sul.

Por fim, dentro de tantas questões que enfim chegaram ao fim, como torcedor tricolor fiquei muito feliz com a decisão, sendo assim:

– Agradeço o Internacional pelo medo e decisão equivocada;

– Peço que o São Paulo aprenda com isto tudo e crie maneiras de evitar que isto se repita.

– Quanto a Oscar… deixa pra lá, afinal sou torcedor.

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