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O caso Oscar no Mundo Corporativo

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Por envolver emoções que tendem, para algumas pessoas, a sobrepujar a razão, creio que seja importante, afirmar que sou torcedor tricolor, daqueles de frequentar estádio e acompanhar de perto tanto as boas com as “menos boas” fases da minha equipe.

Diante disso, gostaria de compartilhar alguns entendimentos sobre o caso que envolve o jogador Oscar, São Paulo e Internacional.

Tenho atuado no mundo corporativo já faz mais de 20 anos com experiência em empresas de vários portes e diversos segmentos.

Pois bem, se considerarmos as condições que suportam o caso Oscar como a de um profissional que atua em uma organização que, digamos assim, investiu em sua formação profissional, não há o que pensar: a atual posição são paulina é amadora.

Durante os anos 2000 principalmente, era muito comum profissionais terem seus cursos de pós graduação e MBAs “bancados” pelas empresas. A forma utilizada por grande parte das organizações para garantir que o funcionário continuasse na empresa após o treinamento, era estabelecer um contrato que “obrigava” o funcionário a “pagar” o valor do investimento feito pela organização.

Resultado: Grande maioria dos funcionários ao retornar, mudava de emprego e esta cláusula era “simplesmente” desconsiderada. Sentindo-se traídas, muitas empresas recorriam juridicamente para que fossem ressarcidas. Até o momento nenhuma destas causas foi vencida por qualquer empregador.

Como consequência disso, houve uma significativa redução nestes investimentos por parte das empresas, cabendo agora, mais que nunca, ao próprio funcionário custear esta capacitação.

A Justiça do Trabalho reconhece a descomunal diferença entre as partes, organização e funcionário, que assinam um contrato trabalhista.

Não há qualquer possibilidade de obrigar o trabalhador a pagar qualquer multa tão pouco a prestar serviço para quem não deseja.

O papel são paulino no caso é simplesmente de, ao menos tentar, mostrar para sua torcida e comunidade que não foi deixado para trás. Atitude não cabível e não digna do profissionalismo que seus dirigentes tanto pregam.

A verdade é que o papel tricolor deveria ter sido preventivo. Uma vez que falhou na época, a derrota é eminente. E mais, usar este caso como exemplo, para que seus jovens atletas não enveredem pelo caminho seguido por Oscar, é algo cruel, até mesmo maquiavélico, e não profissional.

Os dirigentes tricolores deverão sim agir preventivamente e corrigir os erros que foram cometidos por eles próprios.

Quanto a Oscar, independentemente, de achar que, muito possivelmente, suas ações irão prejudicá-lo em futuras relações profissionais e que até mesmo houve certa “ingratidão” por parte dele, devemos lembrar que a relação é profissional e argumentos de tal natureza são inadequados e não profissionais.

Por fim, e o Internacional?

Muito possivelmente deverá pagar algum valor para contar com o jogador, caso queira que o mesmo retorne a campo em um curto espaço de tempo, no entanto, se tiver paciência, também ficará com o jogador, muito possivelmente de graça, mas neste caso poderá haver demora, pois a briga judicial ocorrerá, por mais que os resultados todos saibam.

“Oscar não voltará ao São Paulo que não receberá o valor que deseja”

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