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21 de julho de 1968, 45 anos do Hexa, que é Luxo, e só o Náutico tem

nautico hexa

Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO

Desde moleque, nos tempos dos Gols do Fantástico, sempre achava curiosa a presença de faixas, nos gols do simpático Náutico de Recife, com a seguinte a frase: Hexa é Luxo.

Sim, maior motivo de orgulho da torcida Timbu, a frase servia para alertar a todos sobre qual equipe era a única do estado a ser hexacampeão estadual.

O Náutico conquistou entre os anos de 1963 e 1968 uma sequência inédita e imbatível desde então.

Por mais que os rivais tivessem chegado em várias oportunidades a pentacampeonatos.

O Santa Cruz alcançou seu ápice, o pentacampeonato, entre os anos de 1969 e 1973, tendo seu hexa impedido justamente pelo Náutico que conquistou o título em 1974.

Já o Sport conseguiu chegar a dois pentacampeonatos consecutivos, de 1996 a 2000 e 2006 a 2010, mas hexa, jamais.

A sequência do Náutico começou em 19 de maio de 1963 na estreia do campeonato estadual daquele ano na vitória por 2 a 0 frente o Centro Limoeirense no estádio dos Aflitos.

Aquela competição começara tendo como favoritos, o Sport, atual bicampeão estadual e o Santa Cruz que então era o vice-campeão.

Naquele dia o Náutico entrou em campo com Valdemar, Zequinha, Zé Luiz, Evandro, Gilson Costa e Clóvis; Nado, Bita, China, Ivan e Rinaldo.

Aliás, destaca-se o nome de Bita, jogador prata da casa que começara a sua carreira profissional no ano anterior e que é o maior artilheiro da história da equipe com 223 gols em 319 gols.

A conquista do hexacampeão marcou a maior equipe nordestina de todos os tempos, afinal além dos títulos estaduais, foram três títulos regionais entre 1965 e 1967, três vezes semifinalista da Taça Brasil de forma consecutiva, um vice-campeonato da Taça Brasil em 1967 e uma participação na Taça Libertadores.

A última conquista da sequência aconteceu frente o Sport e foi emocionante.

Após conquistar dois turnos, uma derrota frente aos rubros negros fez com que fosse necessária uma partida extra entre os rivais.

Nova derrota acabou por provocar uma melhor de três partidas.

O hexa estava muito ameaçado.

No entanto, aquela equipe se superava quando ninguém esperava, e venceu por 1 a 0 a primeira partida.

O segundo jogo foi novamente vencido pelo Sport, por 3 a 2.

A partida decisiva aconteceu em 21 de julho de 1968, no estádio dos Aflitos e foi testemunhada por quase 23 mil pessoas que acompanham um 0 a 0 que levou a final para a prorrogação.

Coube ao alvirrubro Ramos marcar para a história o gol do hexa, que é luxo, e é do Timbu.

Naquele dia, no último do hexacampeonato, o Timbu jogou com Válter, Gena, Limeira, Matias e Toinho; Jardel depois Ede e Ivan; Miruca depois Rato, Ramos, Nino e Lala.

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