Defesa entrega e São Paulo só empata com o Cruzeiro

Cruzeiro e São Paulo empataram em três a três numa partida de futebol deliciosa de ser assistida.

A primeira etapa foi muito disputada, com lances agradáveis, e muita vontade de vencer por ambas as partes.

O Cruzeiro, com medo de cair, atacava mais, enquanto o Tricolor, precavido, era perigoso nos contra-ataques.

Num deles, aos 8 minutos, Jean tabelou com Luis Fabiano e bateu cruzado, à direita de Fábio.

Porém, quatro minutos depois, Marquinhos Paraná lançou Montillo na esquerda, que cruzou rasteiro para Keirrisson se antecipar à zaga e abrir o marcador.

Alívio cruzeirense, mas que obrigou o São Paulo a sair um pouco mais para o jogo, tornando o espetáculo ainda melhor.

Aos 23 minutos, sem marcação, Jean arriscou novo chute cruzado, pela direita, acertando a trave do adversário.

Seis minutos após, uma jogada maravilhosa do São Paulo, com Rivaldo lançando Cícero, de primeira, que fez ótima jogada, fintou o goleiro, e se jogou.

Pênalti inexistente, mal cobrado por Luis Fabiano, no minuto seguinte, parando nas mãos do goleiro mineiro.

O Cruzeiro quase ampliou aos 38 minutos, quando acertou boa batida, de cobertura, e Rogério Ceni fez grande defesa.

Aos 43 minutos, o Tricolor quase empata noutra bela jogada, com Cicero lançando Rivaldo, de calcanhar, este, também de calcanhar, encontrando Dagoberto que, ao invés de bater com seriedade, quis encobrir o goleiro, e perdeu a oportunidade.

No segundo tempo, o São Paulo voltou bem melhor, enquanto o Cruzeiro parecia apenas querer segurar o marcador.

Rivaldo dava boa dinâmica de jogo ao Tricolor, enquanto, na equipe mineira, Montillo se matava em campo, e Roger, pra variar, se escondia.

E não tardou para, aos 14 minutos, Dagoberto tocar para Luis Fabiano que, de primeira, deixou Cícero na cara do gol para empatar a partida.

A virada quase veio aos 19 minutos, quando a zaga cruzeirense parou, João Filipe recebeu sozinho, tocou para Luis Fabiano, mas a arbitragem marcou impedimento inexistente.

Porém, no lance seguinte, Dagoberto arrancou pelo meio, fintou dois jogadores e, com enorme categoria, marcou um golaço.

Daí por diante a vitória tricolor se desenhava, com o time tocando a bola, e os cruzeirenses, abatidos, errando demais.

Mas, como futebol é um esporte diferente de todos, aos 26 minutos, Montillo levantou bola na área, a zaga tricolor bateu cabeça, Luis Fabiano escorregou, e Charles se aproveitou para empatar.

O gol acordou os mineiros, que foram para cima.

Eis que, num cruzamento de três dedos de Dagoberto, na cabeça de Juan, o Tricolor novamente se colocou à frente no marcador.

Partida decidida ?

Tudo indicava que sim, mas, aos 34 minutos, em nova bobeira defensiva do São Paulo, Montillo – sempre ele – bateu escanteio no primeiro pau, Charles desviou para trás e Anselmo complementou para as redes.

Houve tempo ainda para Denilson, num carrinho desnecessário no ataque, ser expulso, aos 46 minutos.

Empate ruim para os dois, que deixa o Tricolor mais distante do hepta e o Cruzeiro muito próximo do desastre.

Você pode pular direto para o fim e deixar um comentário. Pings estão desativados.

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