Gobbi – escondendo o “ouro”

“(Mario Gobbi) Tem um vozeirão, está longe de ser simpático e é daqueles sujeitos que mostram o Imposto de Renda sem que se peça – mas retira-o imediatamente da mesa quando se vai olhar”

A frase acima, pinçada da revista Época, teve enorme aceitação no Parque São Jorge.

Mesmo os que estão próximos de Mario Gobbi reconheceram nela hábitos corriqueiros do delegado, que sempre teve dificuldades em explicar a incompatibilidade de seus vencimentos “oficiais”, com o padrão de vida que ostenta no dia a dia.

Não é de hoje que o atual candidato à presidência do Corinthians divide opiniões no clube.

Todos sabem que sua passagem pelo Detran, além de investigada pela corregedoria, ficou marcada pelos “favores” em troca de votos, na primeira eleição.

Recentemente, acreditando que emplacaria com facilidade sua campanha, Gobbi tentou desvincular seu nome do grupo dos contraventores do clube, aqueles mesmos com quem, por quatro anos, dividiu reuniões, sem demonstrar incomodo com a situação.

“Vou expulsar os bicheiros daqui !”, gritou num de seus encontros. “Sou um delegado, se me virem com André Negão, Jaça, vou para na corregedoria.”, disse no mesmo dia.

Discurso que caiu por terra após a declaração de apoio, mesmo contrariado, de André Negão.

Jaça, ao contrário, não só recusou-se a apoiar o delegado, como tem se mostrado indignado com o que considera um ato de “falta de vergonha na cara” de seu ex-sócio nos empreendimentos da “sorte”.

Somente os “corinthianos obsessivos” continuam apoiando Gobbi desde sempre, porém, envergonhados de terem que se explicar, diariamente, pelas contradições entre seus discursos e os fatos que estão pipocando diariamente pela imprensa.

Você pode pular direto para o fim e deixar um comentário. Pings estão desativados.

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