O São Paulo desce um degrau
A confirmação da candidatura de Juvenal Juvêncio para mais um período no Tricolor – o terceiro consecutivo – demonstra claramente que no Brasil não há clubes ou dirigentes muito melhores do que os outros.
Encontrou-se uma brecha jurídica, porém, não perceberam a imoralidade e o desamor ao clube que significa fazer uso dela.
Estranha-me que gente de bem, como João Paulo de Jesus Lopes e Carlos Miguel Aidar compactuem com esse estado de coisas, sabedores que são de que o continuísmo nunca foi – e nem será – o melhor caminho a ser seguido.
No Tricolor, qualquer candidato apoiado por Juvenal sairia vencedor das eleições, portanto, sua decisão claramente nada tem a ver com o benefício de um grupo político, mas sim de um capricho pessoal, sabe-se lá estimulado por qual motivo.
Levando-se em consideração as últimas negociações efetuadas pelo Tricolor, onde o velho discurso de não se associar a empresários começa a vir por terra, teme-se que possa acontecer no clube uma situação semelhante à do Corinthians, na era Dualib.
A administração começa bem, se desgasta com o tempo, as oportunidades surgem, com elas algumas “facilidades”, e o que parecia muito bom para o clube passa a ser apenas para um determinado número de pessoas.
Sabemos bem como costumam terminar essas histórias.
