O silêncio (nada inocente) da CBF
Por ROQUE CITADINI
O mercado de jogadores de futebol no Brasil, com a participação cada vez maior de empresas, procuradores, empresários como “proprietários” de atletas está se colocando em uma linha oposta ao que a FIFA defende.
A entidade mundial do futebol combate ferozmente a criação de um mercado paralelo de desportistas, que os vincule a empresas ou empresários. Para a FIFA o jogador deve ter um único vínculo: com algum clube de futebol. Contudo, não é este o caso brasileiro.
Neste período da janela européia, não passa um dia em que não surjam informações sobre jogadores, ostentando que os atletas são parte do agente tal ou da empresa tal etc. Para a FIFA esses acordos em que agentes e empresas compram frações dos jogadores são ilegais.
É isto o que vem sendo decidido em todos os encontros e normas de órgãos da FIFA nos últimos anos.
Quem deveria, no âmbito do Brasil, tratar da matéria seria a CBF que, agindo como a FIFA, reprimiria este tipo de contratação, mas o que ocorre é um completo silêncio da Confederação.
Enquanto aparecem contratos que recriam verdadeiramente o passe entre clubes, jogadores, empresas e empresários, a nossa entidade recolhe-se ao mais completo silêncio.
Esses acordos, condenados pela FIFA, sem garantia de legalidade na legislação brasileira, só continuam a prosperar porque a CBF nada fala e os dirigentes dos Clubes nada cobram.
Está mais do que na hora de a CBF sair da clandestinidade e esclarecer se está com a FIFA ou com estas empresas e empresários que circulam por aí.
