Quem não mente no “Caso Wilson” ?
O caso da negociação do jogador Wilson, do Corinthians para o Gênoa, ganha a cada dia contornos mais mentirosos.
Todos parecem temer as conseqüências de seus atos.
Enquanto a FIFA confirmou oficialmente que a negociação aconteceu entre Corinthians e Gênoa, desmentindo dirigentes corinthianos e empresários do atleta, outros envolvidos preferem ficar calados.
Por três vezes entramos em contato com o Gênoa da Itália.
Em todas se negaram a dizer quanto pagaram pelo jogador e, principalmente, para quem transferiram o dinheiro.
A empresa, que consta no balanço do clube como fonte pagadora, inexiste, é uma farsa, que precisa ser explicada por Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do Corinthians e também pela auditora das contas alvinegras.
Ontem descobrimos mais duas mentiras.
Ambas contadas pelo jogador Wilson, em documentos oficiais enviados ao Corinthians e a CBF.
Tanto o endereço de sua residência – que consta no aditamento de contrato com o Corinthians – como o de registro de sua empresa (Wilshow), são fajutos.
No lugar indicado como sendo de sua moradia, não existe a numeração apresentada.
O da empresa, então, nos deixou de boca aberta.
Existe um enorme terreno baldio, quase um brejo, sem o menor sinal de que algo foi construído por ali.
Wilson, no mínimo, deve explicações aos seus contratantes, para não dizer também ao Governo, pela evidente constatação de falsidade ideológica.
A pergunta que não quer calar é:
Seus empresários, ou pelo menos o conselheiro do clube que dizia ser dono de 50% de seus direitos, não sabia dessa informação ?
Qual é o papel do Corinthians e de seus dirigentes nessa farsa ?
O Gênoa lavou dinheiro ?
Como ?
E com quem ?
Muita coisa precisa ser explicada.
Tudo indica que somente o MP conseguirá as respostas.


