Santos gasta R$ 101,8 milhões anuais somente com CLTs de Neymar e Gabigol

O Blog do Paulinho teve acesso à extensão contratual de Neymar com o Santos e também ao vínculo de Gabigol, ambos registrados na CBF, que comprovam a irresponsabilidade financeira assumida pelo clube até o fim de 2026.
Falaremos apenas de valores sob o regime da CLT.
O salário mensal de Neymar permanece em R$ 4.137.931,03, exatamente o mesmo do período anterior, o que representa R$ 49,65 milhões em remuneração ao longo dos 12 meses de contrato.
Como se trata de legislação trabalhista, o Santos também arca com INSS patronal, FGTS, provisões para férias acrescidas de um terço constitucional, 13º salário e demais encargos obrigatórios.
Na prática, a despesa anual salta para cerca de R$ 76,5 milhões apenas com salários e encargos legais.
Isso significa um acréscimo de aproximadamente R$ 27 milhões em relação ao valor nominal dos salários, elevando o custo em cerca de 54%.
E esse montante ainda está longe de representar o custo total da operação.
Ficam de fora dessa estimativa os pagamentos de direitos de imagem, luvas, bônus, premiações e outras vantagens contratuais.
No caso de Neymar, esse aspecto é ainda mais relevante porque o Santos já reconheceu oficialmente uma dívida superior a R$ 90 milhões justamente referente aos direitos de imagem do jogador.
Somado ao contrato de Gabriel Barbosa, o “Gabigol”, também registrado em regime de CLT, o gasto anual do Santos apenas com esses dois atletas chega a aproximadamente R$ 101,8 milhões.
O vínculo de Gabigol, firmado por empréstimo entre 5 de janeiro e 31 de dezembro de 2026, prevê remuneração mensal de R$ 1.368.000,00.
À primeira vista, o custo seria de R$ 16,416 milhões.
Entretanto, com a incidência dos mesmos encargos trabalhistas, a despesa sobe para cerca de R$ 25,3 milhões.
É um escárnio.
Com dois ex-jogadores em atividade, o Santos compromete uma quantia equivalente à folha salarial inteira de muitos clubes que hoje ocupam posições superiores à sua no Campeonato Brasileiro, competição em que, mais uma vez, luta para escapar do rebaixamento.




A irresponsabilidade assumida pelo atual gestor do Santos F.C. e a conivência da mesa do Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e tal Comissão de Estatuto, deve ser considerada como crime contra a administração sem fins lucrativos e estabelecido no estatuto do clube.