Corinthians, Rozallah Santoro e a impugnação

Membro do Centrão, Rozallah Santoro, travestido de terno, gravata e sapatênis, com o linguajar “Rolando Lero” dos farialimers, representa, na condição de candidato à presidência do Corinthians, a continuidade do imundo sistema de Parque São Jorge.
Seu grupo é especialista em negociar cargos e conceder vagas de emprego — inclusive a familiares.
Mas parte dele está rachada.
É nesse sentido que a impugnação de sua candidatura, apesar de fundamentada em preceitos legais vigentes no Estatuto, pode ser considerada estranha.
Toda a postergação de citações após a decisão de arquivamento de um processo interno contra Santoro na Comissão de Ética, que levou o caso a não ser formalmente encerrado, tem cara e jeito de manipulação eleitoral.
Traduzindo: sujeira.
A questão controversa é que havia membros do Centrão entre os participantes da manobra.
Foram enganados ou, descontentes com a indicação de um dos seus, fecharam os olhos para ver morrer na praia a candidatura do indesejado?
Antes de acusar o sistema, até com razão, Rozallah precisa encontrar dentro de casa os responsáveis pela rasteira que levou.
Para sorte dele, está em Parque São Jorge.
Num ambiente em que interesses mudam de lado a todo instante, é improvável, mas não impossível, que possa seguir na disputa, como ocorreu ontem com Sérgio Janikian, que reverteu uma impugnação, embora esteja muito próximo de, diante do resultado mais provável de uma futura decisão da Justiça comum, retornar à condição anterior.
Isso o tiraria novamente da disputa ou, caso eleito, o afastaria da presidência, deixando o clube, tudo indica, nas mãos de seu vice, histórico capacho da família Garcia, mas com ótima relação de negócios com a Renovação e Transparência.

