Leila Pereira transforma final da Libertadores em negócio e revolta torcida do Palmeiras

A venda de ingressos para a final da Libertadores, em Montevidéu, provocou revolta entre torcedores do Palmeiras, que acusam a gestão de Leila Pereira de privilegiar o poder aquisitivo em detrimento da fidelidade de quem acompanha a equipe durante toda a temporada.
Os ingressos, comercializados originalmente por aproximadamente R$ 516, esgotaram-se em poucas horas.
A principal reclamação envolve a prioridade concedida aos associados do plano Avanti Diamante, o mais caro do programa, inclusive àqueles que, segundo as denúncias, realizaram upgrades às vésperas da abertura das vendas.
Na prática, quem pagou mais conseguiu disputar os ingressos em condições privilegiadas, enquanto torcedores que passaram o ano frequentando estádios, viajando e acumulando pontuação ficaram de fora.
A situação também teria favorecido cambistas, que passaram a oferecer entradas por R$ 4 mil e R$ 5 mil, segundo relatos de torcedores.
Informações dão conta de que a agência Century Travel Turismo foi contemplada na distribuição de ingressos e passou a oferecer pacotes para a decisão a partir de R$ 13.975.
Os voos seriam, segundo fontes, operados pela Placar Linhas Aéreas, empresa pertencente a Leila Pereira e a seu marido, José Roberto Lamacchia.
Se confirmado, estaria caracterizado um escandaloso conflito de interesses, para não dizer algo ainda mais nebuloso.

