A falta de Liberdade Corinthiana

Há alguns dias, a chapa ‘Liberdade Corinthiana’, que concorre, nas próximas eleições, ao Conselho Deliberativo do Corinthians, publicou uma listagem com os votos de conselheiros em recentes reuniões do órgão.

O Blog do Paulinho reproduziu em postagem que pode ser conferida no link a seguir:

Diretoria do Corinthians, através de ‘sabujo’, tenta impugnar chapa oposicionista e adiar reunião que julgará as contas de Andres Sanches

A atitude, de absoluta transparência, foi exaltada pelos torcedores alvinegros, mas incomodou aos que tinham razões para envergonhar-se do próprio comportamento.

Nenhum conselheiro do grupo minoritário, os que tiveram a coragem de rejeitar as recentes contas da gestão Andres Sanches, reclamou do procedimento.

Porém, entre os demais, que votaram com o ‘cabresto’ puxado ou agora surgem como ‘opositores’ à gestão, mas, de fato, acobertavam falcatruas, a chiadeira foi geral.

Unidos, decidiram retaliar quem, corajosamente, desnudou suas covardias.

Sob interpretação distorcida da ‘Lei Geral de Proteção de Dados’, fomentaram um ‘laranja’ que tratou de fazer chegar uma reclamação à presidência do Conselho Deliberativo, chefiada por um dos ‘indignados’ que, fora isso, ocupa o cargo ilegalmente, condenado que foi, em três oportunidades, por improbidade administrativa.

A falsa argumentação dava conta de ameaças, por conta da publicidade dos votos, aos conselheiros alvinegros, que solicitariam, por conta disso, o adiamento da importante reunião de análise das contas de Andres Sanches, há quase dez meses empurrada com a barriga, sob desculpas criativas diversas.

Nenhum dos que ‘temiam pela vida’ registrou Boletim de Ocorrência.

Não deu outra: adiou-se o encontro e a culpa foi jogada no ‘inimigo’ de todos, a ‘Liberdade Corinthiana’.

Ato contínuo iniciou-se a previsível peregrinação dos covardes para a conquista de assinaturas objetivando eliminar a referida chapa da disputa eleitoral.

Tratar-se-á, se ocorrer, de imenso atentado à democracia, à decência, à legislação e, principalmente, ao próprio Corinthians, que verá, novamente, uma manipulação política sórdida, subterrânea, interferindo no destino do pleito alvinegro.

Um ataque aos únicos, independentemente de convergências e divergências que se possa ter com suas ideias, que tiveram a coragem de desnudar os que trabalham para obstar qualquer possibilidade de salvação do clube que, nos dias atuais, é fonte de sobrevivência para quadrilhas diversas, que atuam sob a conivência permissiva de uma diretoria de malfeitores.

Sequer existe fundamento mínimo para a ‘acusação’.

Todos os documentos expostos, mas não vazados, como está sendo falado, são facilmente encontrados porque, desde sempre, foram protocolados em Cartório e encontram-se em quase todas as demandas judiciais do clube, sendo públicos, então, por natureza.

Ou seja, o que houve foi a compilação do que já era exposto para melhor compreensão do associado alvinegro.

Não surpreende, nesse contexto, a reação dos três presidenciáveis ao episódio.

Duílio, por razões óbvias, dá suporte aos ‘golpistas’; Mario Gobbi e seu grupo, desmascarados entre os que votaram a favor de Sanches, partiram para o apedrejamento e Augusto Mello, que professa oposicionismo, reagiu com tamanha timidez que sequer é possível saber o que pensa, de fato, a respeito do assunto.

Chegou o momento dos torcedores, associados e demais conselheiros, principais beneficiados com a ação transparente, reclamada pelos que precisavam se esconder, darem suporte aos que estão em vias de serem atraiçoados no Corinthians.

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