O fim de um pesadelo – parte 2


Quando subia para a reunião do Conselho, Andrés foi abordado pelo pelotão de jornalistas que estavam na entrada do salão e começou a fornecer respostas estudadas, com duplo sentido, no intuito de transparecer que estaria lutando pelo bem do clube.


Ao ser perguntado pelos repórteres que o abordavam sobre como seria o voto de seu grupo, ele respondeu que votariam pelo “fim da parceria com ressalvas”.


Como percebi que ninguém o abordava de forma contundente, entrei no meio da entrevista e ao vivo perguntei o que ele queria dizer com “votar pelo fim da parceria com ressalvas”, Andrés respondeu que eles não aceitaram a decisão do CORI integralmente e que votariam com essa ressalva.


Fiz uma nova e direta pergunta a ele.


“Andrés Sanchez, afinal, sem rodeios, a parceria para vocês acaba ou não acaba hoje ? “


Andrés enfaticamente respondeu: “Não”.


Finalmente sua mascara caiu, ao vivo nos microfones de varias rádios e TVs que presenciaram as perguntas.


Saiu em seguida, rumo à reunião.


Com a expressão de quem já sabia que a derrota seria inevitável.


Logo após chegou ao local o Dr. Romeu Tuma Jr. que declarou que a parceria seria encerrada hoje e que a oposição de hoje nasceu da situação.


Romeu Tuma teria participação decisiva na reunião.


Outra participação admirável foi a de Roque Citadini.


Um dos argumentos da turma do Andrés, que tentavam favorecer a MSI, era de que o Corinthians teria que arcar com uma milionária multa de rescisão contratual.


Perguntei ao Dr. Rubens Approbato Machado sobre a possibilidade de o clube ter que arcar com tal multa.


Ele respondeu que após analisar os documentos e principalmente pela atual situação de procurados pela justiça dos mafiosos, seria impossível que o Corinthians sofresse qualquer tipo de sanção relacionada à multa e que seria mais provável que o clube entrasse com um pedido de ressarcimento.


Mais um argumento corria para o ralo da turma do Kia.


E a reunião começa.


Aparentemente as coisas acontecem com tranqüilidade.


A votação pelo fim da parceria é tranqüila.


Os golpistas, ao perceberem que estavam derrotados, votam pelo final da parceria, sem absolutamente nenhuma ressalva.


Humilhados e com o rabo entre as pernas.


Até Alberto Dualib, de forma lacônica, votou contra o projeto que tanto lutou para manter.


Dualib teve a chance de sair com dignidade, mas escolheu o difícil caminho da humilhação.


A parceria cai.

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