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Corinthians confirma ‘patrocínio’ que o Blog do Paulinho destrinchou há quase um mês

Confirmou-se, ontem, o patrocínio de um grupo de jogatinas diversas, denominado ‘Amaya’, sediado em paraísos fiscais, ao Corinthians, exatamente como adiantado pelo Blog do Paulinho, há quase um mês.

A marca exibida na camisa será ‘Galera’, desdobramento de apostas esportivas ligadas aos empresários.

Fala-se em R$ 10 milhões anuais, mas boa parte desse valor depende, assim como ocorre com o acordo do BMG, da adesão do torcedor ao sistema.

O Amaya possui ligação com Ronaldo ‘Fenômeno’, que foi condenado pela Justiça a ressarcir, junto com o Corinthians, intermediário doutro recente patrocínio alvinegro, a Hypermarcas, que, soube-se através do processo, destinava 90% dos pagamentos ao jogador e 10% ao Timão.

Resta saber como será realizado o controle do comissionamento das jogatinas a que o clube de Parque São Jorge terá direito, por conta da desobrigação dos parceiros, localizados no exterior, em prestar contas aos órgãos de fiscalização brasileiros.


(Publicado, originalmente, em 18 de junho)

Corinthians será sócio de jogatina esportiva ligada a Ronaldo Fenômeno

O Corinthians está prestes a anunciar suposto ‘patrocínio’ para as mangas da camisa que levará o nome de uma casa de apostas esportivas.

Trata-se, em verdade, de um contrato de sociedade.

Nos mesmos moldes do acordo com o BMG, afamado banco do Mensalão (que destina centavos de operações financeiras ao Timão), o grosso do dinheiro do clube viria de percentual sobra a jogatina.

A marca utilizada no site seria ‘Galera’ (mas pode ser trocada), controlada pelo grupo Amaya, responsável por cassinos e também pelo grupo ‘PokerStars’, que, recentemente, teve um de seus fundadores, foragido do FBI desde 2011, se entregando à Justiça dos EUA, condenado por lavagem de dinheiro, fraude bancária e manipulação de resultados.

O negócio entre Isai Scheinberg e a canadense Amaya (venda da marca Pokerstars) girou em torno de US$ 5 bilhões.

Igor Trafane, o ‘Federal’, apontando como ‘dono do Poker’ no Brasil, estaria envolvido na operação.

Entre seus parceiros comerciais estão Ronaldo ‘Fenômeno’ e Neymar.

Após batida da PF, em 2006, que resultou em mais de 50 jogadores presos na sede do Automóvel Clube – numa espécie de casino clandestino, comenta-se que Trafane financiou parecer do perito Ricardo Molina (do caso PC Farias) e também de Miguel Reale Jr., ambos indicando que o poker não seria ‘jogo de azar’ (em resumo, 50% sorte e 50% habilidade) para livra-los, todos, de inquérito criminal.

Trafane alega que foi o ‘PokerStars’, e não ele, que financiou os pareceres.

‘Federal’ é, de fato, bem relacionado tanto no alto escalão policial (quase uma obrigatoriedade para seu tipo de negócio) quanto nas ligações políticas, a ponto de publicar, em midia social, fotografia com três deputados federais, o secretário de segurança do DF, um delegado à época representante do Ministério do Esporte, além de juízes federais e delegados federais, acompanhada na seguinte legenda: “vai encarar?”

Para aproximar-se ainda mais do esporte, o grupo associou-se a Neymar (que hoje é embaixador da marca) e a Ronaldo, que chegou, segundo informações, a intermediar dinheiro da jogatina num dos carnavais dos Gaviões da Fiel.

Seja por desespero financeiro ou esperteza de seu presidente, Andres Sanches, que possui estreita ligação com todos os citados, ao escolher virar sócio de um site de apostas esportivas que sequer é regulamentado no Brasil, e que, na origem, possui gente complicada judicialmente, o Corinthians abre mão, anda mais, do que lhe restou de credibilidade, afastando-se dos patrocínios de marcas relevantes.

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