Entrevista com Nelsinho Piquet


Nelsinho Piquet, filho de Nelson Piquet com Sylvia Tamsma. Campeão da F3 Sul-Americana em 2002, Campeão da F3 Inglesa em uma temporada arrasadora, Vice-Campeão da GP2 em 2006, chegou a Formula 1 em 2007 como piloto de testes da equipe Renault. Nelsinho é hoje um dos maiores talentos do automobilismo brasileiro.


 


Vamos para a entrevista,


 


Nelsinho, o automobilismo sempre esteve presente em sua vida, quando teve a percepção de que realmente seria piloto ?


Acho que sempre quis ser piloto, desde pequenininho, quando morava na Europa com minha mãe e dormia em uma cama com formato de carro de corrida. Com um pai como o meu, era impossível não pensar em ser piloto. Mas só fui ter contato de verdade com o automobilismo aos oito anos, quando vim morar no Brasil com o meu pai.


Como foi seu início de carreira ?


Comecei aos oito anos, correndo de kart em Brasília.


Gostei tanto que lembro que eu chorava para não ir embora, pra continuar correndo. O kart foi uma escola importante, aprendi muito. E me deu também três títulos brasileiros, os primeiros de minha carreira.


Quais as maiores dificuldades que enfrentou ?


Não tive grandes dificuldades no começo de carreira. Além do talento, sempre tive um bom suporte, e com isso os resultados foram aparecendo. Mas, em compensação, tive de abrir mão de parte da minha infância e adolescência em prol do automobilismo. Enquanto meus amigos estavam brincando e, mais para frente, em festas etc, eu estava treinando. Mas pra mim estava bom, ja que correr sempre foi o que mais gostei de fazer.


Encarou algum tipo de preconceito por ser filho de uma lenda da Formula 1 ?


Preconceito não, mas cobrança sim. Ser filho de Nelson Piquet sempre fez com que as pessoas esperassem muito de mim. E isso em relação à imprensa, torcedores, mecânicos etc. Mas ser filho do Nelson tem mais lados bons do que ruins, as portas se abrem mais facilmente, você tem mais visibilidade e isso é muito bom.


Quais suas maiores alegrias no automobilismo ? E o que quer esquecer ?


Minhas maiores alegrias foram meus títulos, principalmente os da F3 Inglesa e F3 Sul-Americana, e agora o contrato com a Renault, já que realizei meu grande sonho, que era chegar a Fórmula 1. E não quero esquecer nada, todas as dificuldades que passei me ensinaram alguma coisa, me tornaram uma pessoa e um piloto melhor.


Você atualmente é piloto de testes da Renault na F1, como esta sendo a sua adaptação a categoria ?


Estou me adaptando muito bem, já aprendi bastante sobre o carro e sobre a maneira que a Renault gosta de trabalhar.


É muito bom poder trabalhar com profissionais tão competentes como os da Renault. Este ano vai ser de grande aprendizado para mim.


Já foi procurado por outras equipes ?


Antes de fechar com a Renault cheguei a conversar com outras equipes.


Já se considera apto para disputar um Mundial de F1 ?


Ainda tenho muito a aprender, afinal estou começando na categoria, mas se tivesse a chance de correr um Mundial tenho certeza de que faria um excelente trabalho.

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