Dinheiro garante vice controverso para Rozallah no Corinthians

Próximo de Rubão e apoiador financeiro da campanha de Augusto Melo, conselheiro tem histórico administrativo que contraria o discurso de modernização
Circulam informações de que Rozallah Santoro escolheu o conselheiro vitalício José Mansur Farhat, o Zezinho Mansur, de 78 anos, para ocupar a vice-presidência do Corinthians caso seja eleito.
A justificativa apresentada é a de que ambos conduziriam um processo de profissionalização e modernização do clube.
Zezinho é representante da velha política alvinegra, com histórico administrativo pouco recomendável.
Possui, por exemplo, enorme proximidade com Rubens Gomes da Silva Júnior, o Rubão.
O empresário ajudou, a pedido dele, a financiar a campanha que levou Augusto Melo à presidência, em 2023.
Na gestão Alberto Dualib, o vitalício ocupou a vice-presidência de futebol durante a desastrosa campanha do Campeonato Brasileiro de 1997.
Apesar dos investimentos do Banco Excel, o Corinthians terminou na 17ª colocação, escapando do rebaixamento apenas na última rodada, após vencer o Goiás por 2 a 0.
Naquele período, Zezinho protagonizou conflitos com profissionais contratados para modernizar a administração do futebol, além de ter seu nome envolvido em controvérsias sobre a negociação de Marcelinho Carioca com o Valencia.
Até mesmo na gestão ‘Renovação e Transparência’ o empresário tentou lucrar, apesar da condição de conselheiro vitalício.
Em 2012, o Blog do Paulinho revelou que Zezinho, ligado ao setor de vidros, tentou fornecer materiais para a cobertura da Arena Corinthians, mas não conseguiu concretizar o negócio após desentendimento com Luiz Paulo Rosenberg.
Em 2024, Mansur e Rubão estiveram entre os signatários do pedido de impeachment de Augusto Melo, após o rompimento do ex-diretor de futebol com o presidente.
Demonstração de que a lealdade era com o ex-diretor de futebol.
Em abril de 2026, ambos votaram pela aprovação das contas do Corinthians, questionadas por auditoria independente.
Rozallah também votou favoravelmente.
Há, portanto, uma convergência de interesses que ultrapassa os discursos eleitorais.
E uma forte contradição.
Santoro, que se apresenta como defensor da gestão profissional, decidiu recorrer a um personagem que possui trajetória exemplificadora do atraso em Parque São Jorge.
Confirmada a articulação, como em outros ligados ao Centrão, o dinheiro falaria mais alto do que a narrativa habitual de pureza.

