Comissão eleitoral hiberna enquanto a farra continua no Corinthians

Há dois fins de semana, o Blog do Paulinho presenciou, de maneira ostensiva, às portas do ginásio Wlamir Marques, a distribuição gratuita de comes e bebes — a fila do chope era intensa.
A famosa boca-livre, proibida por comunicado da Comissão Eleitoral.
Com direito a brinde: o copo era personalizado com os símbolo do clube e o logo da empresa de apostas que patrocina o futebol.
Neste fim de semana, o presidente Osmar Stabile distribuiu uniformes ao esperto departamento de “bocha”, que, assim como outros setores do Parque São Jorge, funciona como uma espécie de central de negociação de votos.
Todos sabem.
Diante desses exemplos claros de utilização da máquina e do dinheiro do Corinthians em benefício de um possível candidato — tratamos Stabile dessa maneira porque a Assembleia Geral, marcada para o dia 19, pode impedi-lo de concorrer —, fica desmoralizada, além de potencialmente sujeita à judicialização, qualquer eventual punição aplicada a adversários por práticas semelhantes.
Puna-se a todos ou libere-se a esbórnia.
O que não pode acontecer é o clube fingir que fiscaliza enquanto o comércio de votos, como sempre ocorreu, acelera sem medo de ser feliz.

