O papelão dos clubes paulistas em defesa das bets

Representantes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Juventus da Mooca se reuniram com empresas de apostas na Federação Paulista de Futebol para discutir formas de reação aos projetos que pretendem restringir a publicidade das bets na cidade de São Paulo.
É um péssimo exemplo.
Em vez de utilizarem sua força política e institucional para proteger as casas de apostas, os grandes clubes paulistas deveriam discutir como reduzir a dependência financeira que criaram em relação a esse mercado.
O problema não está apenas numa eventual proibição da publicidade.
Está, principalmente, na incapacidade de seus dirigentes de tornar atraentes para empresas sólidas, nacionais e estrangeiras, de diferentes setores da economia, algumas das marcas mais poderosas do futebol brasileiro.
É cômodo esconder a incompetência recorrendo às bets como se não existissem alternativas.
Principalmente quando se conhece o mal provocado pelo vício em jogos de azar.
Existem bancos, montadoras, companhias aéreas, empresas de tecnologia, varejistas, indústrias, multinacionais e grandes grupos brasileiros com capacidade para investir no futebol.
Para atraí-los, porém, é preciso contar com diretorias qualificadas, departamentos comerciais profissionais, credibilidade institucional, boa governança e capacidade de apresentar projetos que ofereçam retorno real aos patrocinadores.

