Caso Master: o golaço de Lula

Por ROQUE CITADINI
O presidente Lula fez um golaço ao defender a quebra do sigilo bancário das investigações da Polícia Federal sobre os casos do Banco Master e outros correlatos, e defendeu também o fim dos vazamentos seletivos.
Que se quebre o sigilo de tudo e se divulgue tudo o que for necessário e legalmente previsto.
Lula pouco tem a temer com tudo isso.
A tentativa de empurrar o caso do Banco Master para o colo do governo sempre foi um desejo do bolsonarismo.
Tudo porque o presidente teve uma reunião com Daniel Vorcaro, na época banqueiro festejado pelo mercado, acompanhado do novo presidente do Banco Central,Gabriel Galipolo que, passados alguns dias, liquidou o banco.
Nada disso compromete o presidente, e a linha de investigação mostra que Vorcaro e o bolsonarismo são irmãos inseparáveis.
Desde o princípio, Vorcaro nadou nesse mar: começou sua ação diabólica na Igreja da Lagoinha, evoluiu para comprar um banco e aí contou com o Banco Central que, pela diretoria antiga, vetara a entrada do novo banqueiro, só sendo possível com a chegada à presidência do Banco Central de Roberto Campos Neto, joia fina da coroa bolsonarista.
Não causa surpresa que o “apoio” ao filme Dark Horse venha da família de negócios de Vorcaro.
O áudio do The Intercept mostrou, de forma indesmentível, que nada separa “meoirmão” das jogadas de Vorcaro.
O banqueiro era o porta-bandeira, a bateria e a ala das baianas da Escola do Bolsonarismo.
Fez bem o presidente Lula em colocar a “bola na marca do pênalti”.
E quem tiver problema que aguente o tranco.

