Corinthians não punirá o Presidente dos Gaviões da Fiel?

Há 16 dias, Alexandre Domênico, vulgo Alê, presidente dos Gaviões da Fiel, agrediu um associado do Corinthians dentro do Parque São Jorge, ocasionando também danos patrimoniais ao chutar e socar o automóvel da vítima.
As imagens do circuito interno foram divulgadas pelo Blog do Paulinho e repercutiram em outras mídias — inclusive na TV UOL.
Esse comportamento passará impune?
Alê não é sócio do Corinthians, mas frequenta o Parque São Jorge na condição de líder de torcida organizada, assim como o CT de Itaquera e o estádio alvinegro.
Os dois primeiros, indevidamente, por covardia do presidente Osmar Stabile.
A Arena, porque, supostamente, pagaria ingresso.
Não é a primeira vez que Alê apronta em todas as localidades citadas, gerando prejuízo institucional ao clube, além da possibilidade de dano moral e material, porque o Corinthians é responsável pela segurança de seus associados na sede social, assim como pela dos veículos que adentram seus estacionamentos.
O agredido era convidado formal do Conselho Deliberativo para uma reunião realizada logo após o episódio de selvageria.
Certamente sem oposição da maioria dos associados e também dos profissionais do futebol, é urgente que Stabile proíba a entrada do energúmeno no Parque São Jorge e no CT.
Se houvesse insistência, que a polícia seja acionada imediatamente.
Deveria ainda formalizar uma notícia crime e solicitar a instauração de inquérito policial contra o sujeito, até mesmo para que o Corinthians possa se prevenir ou, se for o caso, cobrar dele eventuais prejuízos ocasionados.
É possível também proibi-lo de acessar o estádio de Itaquera, mas talvez isso seja exigir demais de um cartola que sequer teria coragem de aplicar as penalizações mais fáceis.
Um sujeito como Alexandre Domênico é incompatível com a civilidade necessária à convivência em sociedade.
Incapaz, talvez por limitação intelectual, de comportar-se com a grandeza esperada de um líder de milhares.
Serve, por isso, de péssimo exemplo aos seus comandados, que acabam incitados a também cometer atos de barbárie.

