Ex-goleira do Flamengo perde ação trabalhista por vínculo com a Marinha

O TST negou seguimento ao recurso de Renata Maria Sant’Anna, conhecida como ‘Kaká’, ex-goleira do Flamengo, que pretendia obter o reconhecimento de vínculo empregatício com o clube entre julho de 2015 e agosto de 2022.

Militar temporária da Marinha, Renata alegou que atuava como atleta profissional e que, diferentemente dos jogadores do futebol masculino, não recebeu salários do durante quase todo o período.

O clube registrou sua carteira e pagou R$ 1,5 mil mensais apenas entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021.

A Justiça, porém, concluiu que a jogadora estava subordinada à Marinha, instituição pela qual recebia vencimentos como terceira-sargento.

Sua participação no time feminino do Flamengo decorria de um acordo de cooperação destinado a preparar atletas militares para competições, inclusive os Jogos Mundiais Militares.

Segundo o processo, Renata ingressou na Marinha por meio de seleção específica, submeteu-se a treinamento militar e respondia hierarquicamente a um comandante.

O convênio permitia que as atletas fossem inscritas pelo Flamengo em campeonatos organizados pela CBF e pela Federação do Rio de Janeiro, mas não previa transferência de recursos financeiros entre as instituições.

As instâncias anteriores entenderam que não ficaram comprovadas a subordinação direta ao Flamengo e a remuneração pelo clube, requisitos necessários ao reconhecimento da relação de emprego.

O contrato registrado entre 2020 e 2021 foi considerado regular e por prazo determinado.

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