A surreal união contra a Democracia Corinthiana

O que dizer de uma união entre desembargadores de Justiça e um advogado que confessou ter intermediado a compra de uma sentença judicial?

Certamente, imoral.

Esse trio teve a coragem de, novamente, propor uma ação para impedir que alterações significativas no Estatuto do Corinthians — como a possibilidade de ampliação do colégio eleitoral e a proibição de o clube contratar parentes de conselheiros — fossem sequer submetidas à votação.

Diante da evidente influência, uma liminar foi concedida.

Com a proximidade do pleito, é pouco provável que o julgamento do mérito, ainda que reverta a decisão preliminar, produza efeitos nestas eleições.

Um dos desembargadores não desmentiu a informação que circula sobre sua possível candidatura à presidência do Corinthians, com o apoio de uma dissidência da Renovação e Transparência e de pessoas interessadas em manter inalterado o modus operandi do Parque São Jorge.

Uma espécie de união contra a democracia corintiana.

O trio é formado por Guilherme Strenger, Ademir Benedito — que tem um filho trabalhando nas categorias de base do clube — e Alexandre Husni, que confessou ter intermediado a compra de uma sentença judicial.

Durante a investigação, Husni chegou a ser flagrado em um jantar com um juiz posteriormente preso por corrupção.

Ambos estavam acompanhados pela singela figura de Andrés Sanchez.

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