Vice-presidente do Corinthians é acusado de aplicar golpe e desviar dinheiro de clientes

Tramita na 25ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo uma constrangedora ação judicial que cobra R$ 292,6 mil do vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, e de seus parentes, sócios da Mendonça e Mendonça Sociedade de Advogados.

Os autores são Claudia Santalucia Maximino, Viviane Santalucia Maximino e Roberto de Aguiar Peixoto.

O cartola e seus supostos cúmplices são acusados de aplicar um golpe nos clientes, embolsando, durante 14 anos, honorários e despesas processuais referentes a um processo que diziam acompanhar, mas que nunca existiu.

Claudia e Viviane contrataram, em 2007, o advogado Gerson Mendonça Neto, pai de Armando e Milton, para tentar recuperar terras herdadas pela família em Campo Novo, Mato Grosso.

O contrato previa R$ 50 mil pela primeira etapa, outros R$ 100 mil de pró-labore na segunda e honorários de 20% sobre o valor da área em caso de sucesso.

Posteriormente, segundo as autoras, Armando Mendonça e Milton assumiram as reuniões e a condução do caso, passando a informar sobre supostos atos processuais e diligências.

Durante anos, os advogados transmitiram informações que levaram as clientes a acreditar que havia uma ação judicial em andamento.

Em maio de 2016, por exemplo, Armando Mendonça informou, por e-mail, que participara de uma audiência de tentativa de acordo, que a ação tinha chances de êxito e que aguardava uma proposta ou decisão judicial.

Era mentira.

A cara de pau foi tamanha que, em determinado trecho da mensagem, Armando disse:

“Aproveitamos para rever o local que continua maravilhoso.”

Uma loucura.



Também foram solicitados valores para viagens, estadias e outras despesas supostamente relacionadas ao processo.

Em maio de 2016, Claudia recebeu pedido de R$ 6,5 mil, a ser depositado na conta da Mendonça e Mendonça, para custear uma viagem a Mato Grosso.



Há ainda comprovante de pagamento de despesas diretamente na conta pessoal de Armando Mendonça.

A data, 11 de abril de 2007, não deixa dúvida sobre a participação do cartola desde o início dos trabalhos.

O ponto mais grave da acusação é que, posteriormente, os clientes descobriram que não existia processo judicial sobre as terras.

Pegos em flagrante, Armando e Milton atribuíram o problema a um profissional que teria sido subcontratado e os enganado.

De acordo com os autores, porém, não apresentaram comprovação dessa versão.

Há ainda um segundo episódio, envolvendo outro processo que o vice-presidente do Corinthians cuidava para a família, desta vez relacionado a Roberto de Aguiar Peixoto.

O escritório conseguiu desbloquear dinheiro que estava retido em sua conta.

R$ 64.229,29 foram creditados na conta da Mendonça e Mendonça em fevereiro de 2020, mas Roberto só descobriu o levantamento um ano e oito meses depois.

O repasse ocorreu apenas em 27 de outubro de 2021, sem correção, depois de os clientes informarem aos advogados que já sabiam da liberação do dinheiro.

Após descobrirem que haviam sido enganados, os clientes tentaram notificar extrajudicialmente o vice-presidente do Corinthians, que simplesmente se recusou a receber o documento.

Com argumentação tão surreal quanto a apresentada no episódio dos desvios das camisas do Corinthians, Armando e Milton negam responsabilidade.

Pior: o cartola teve a cara de pau de jogar a culpa exclusivamente em Gerson Mendonça Neto, seu pai.

Os documentos, fartos no processo, o desmentem.

Ambos, não por acaso, estiveram juntos, ao lado de outros integrantes da família Mendonça, nas arquibancadas do Pacaembu no episódio da liminar que resultou na perseguição da Conmebol e na consequente eliminação do Corinthians da Libertadores.

As vítimas pedem R$ 222.654,38 por danos materiais e R$ 70 mil por danos morais — R$ 30 mil para Claudia, R$ 30 mil para Viviane e R$ 10 mil para Roberto —, totalizando R$ 292.654,38, além de juros, correção monetária, custas e honorários.

O processo está no seguinte pé:

Em 17 de julho de 2026, a juíza Juliana Moraes Corregiari Bei determinou que os autores se manifestassem sobre as contestações apresentadas pelos réus, além de informarem eventual interesse em conciliação.

Apoiado pelo Centrão, que até hoje não se manifestou sobre outro episódio lamentável — o processo envolvendo desvios de materiais do Corinthians —, Armando Mendonça quer ser presidente do clube ou, se não houver viabilidade, manter-se orbitando o poder para continuar corujando o vestiário dos jogadores, que não o suportam.

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1 Comentário

  1. Blog paulinho da FIEL 🥱🥱 a maior audiência Corinthiana no país 😂😂😂

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