Rosário Central referenda racismo ao compará-lo com provocação

Em vez de também se indignar com os gestos racistas de alguns de seus torcedores contra o goleiro Hugo, do Corinthians, a direção do Rosario Central, além de não repudiar os atos, tratou de compará-los às provocações oriundas das organizadas alvinegras.
Um erro, para dizer o mínimo.
Uma coisa é crime; outra são provocações que, como a exposição depreciativa da moeda argentina ou de uma camisa da seleção espanhola, fazem parte do ambiente futebolístico.
Este jornalista presenciou diversas vezes os Gaviões da Fiel cantando para adversários do Rio de Janeiro: “Sou paulista, tenho dinheiro, e o carioca passa fome o ano inteiro”.
É estúpido, até porque a maioria dos que se divertiam com o cântico não tinha um real no bolso, mas não há parâmetro de comparação com o racismo.
Se não tinha nada inteligente a responder ou estava, como parece ser o caso, sem coragem para combater a bandidagem presente no jogo, o melhor seria ter permanecido calado.
Ao falar, mas silenciar sobre o racismo, os cartolas argentinos trataram de referendá-lo.
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