Perda de patrocínios expõe o péssimo marketing do Corinthians

Em menos de uma semana, o Corinthians perdeu a renda de dois patrocínios — um deles master — que, por óbvio, deixarão ainda piores as combalidas finanças do clube.
A Esportes da Sorte, envolvida em investigações sobre grupos criminosos que também circulam pela Vai de Bet, foi atingida por decreto governamental — correto — que estanca a sangria no bolso dos mais pobres.
Patrocínio que um clube com o mínimo de decência e responsabilidade social deveria, desde a origem, ter recusado.
Seja pela questão social ou pela origem da grana.
Ontem, a Justiça de São Paulo mandou suspender o contrato com a Fatal Fans.
Independentemente da discussão sobre os serviços prestados pela plataforma, é certo que não se trata de uma marca à altura de estar na lendária camisa alvinegra.
Por que estava, então, assim como a empresa de jogatina?
Porque ambas procuraram o clube, e não o contrário.
Encontraram na incapacidade de gestão do Corinthians, que não consegue atrair o apoio de grandes conglomerados — como ocorria no passado —, a oportunidade não apenas de ampliar o alcance de seus negócios, mas também de pagar, de maneira absolutamente suspeita, valores acima dos praticados pelo mercado.
Como se estivessem lavando dinheiro.
Estariam?
O Corinthians tem permitido negócios suspeitos com parceiros complicados e parece não se preocupar sequer com a possibilidade de estar sendo utilizado para esse tipo de operação.
Talvez os órgãos públicos encontrem motivos para desvendar esses mistérios.
No caso da Vai de Bet, bastou um delegado corajoso intervir para encontrar dinheiro até em conta ligada ao PCC.
Nesse contexto, constata-se o fracasso do marketing do Corinthians.
De Samsung e Pepsi para TAUNSA, Vai de Bet, Esportes da Sorte, Fatal Fans, entre outros, é nítida a depreciação da marca alvinegra.

