Coluna do Fiori

“Treino é sacrifício. Jogo é recompensa”
Ditado Popular
20ª Vigésima Rodada da Série A do Brasileirão 2026
Sábado 25/07/2026 – Santos 2 x 2 Chapecoense
Árbitro: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
VAR
Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (FIFA-RN)
Item Técnico
O gol do empate santista 2×2, que culminou no placar final, originou-se de penalidade máxima, a meu ver inexistente, inventada pelo árbitro, baseado na esperteza do santista Caballero, camisa 17, ao se jogar no gramado, quando sentiu leve toque em seu costado proporcionado por um oponente.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para Alvinegros Praiano – 04 para Verdões do Oeste
Vasco 1 x 1 Mirassol
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (FIFA-RS)
VAR
Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (FIFA-MG)
Item Técnico
Acertou por ter corroborado com o VAR semiautomático, ao definir a posição de impedimento do vascaíno Spinelli, camisa 77, no lance em que seu consorte David, camisa 07, mandou a redonda pro fundo da rede
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor Cruzmaltino – 01 para do Leão Caipira
Domingo 26/07 – Bahia 1 x 1 Corinthians
Árbitro: Ramon Abatti Abel (FIFA-SC)
VAR
Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
Item Técnico
1º – Por volta do nono minuto o placar apontava 0x1, árbitro atuou corretamente ao corroborar com a informação do VAR semiautomático quanto a posição de impedimento do atacante do tricolor baiano Erick Pulga, camisa 16, no momento que tocou a bola pro fundo da rede.
2º – Respeitou o auxílio do assistente 01: Henrique Neu Ribeiro (SC) no instante que sinalizou a posição de impedimento do baiano Erick Pulga, camisa 16, no período que passou a redonda para o consorte Willian José, camisa 12, cabecear a redonda pra dentro da meta alvinegra.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para componentes do Tricolor Baiano, incluso técnico Rogério Ceni e, o assistente técnico: Charles Alexandre Patrice Francis Hember – 05 para Alvinegros Paulista.
21ª Primeira Rodada – Quarta Feira 29/07/2026
Mirassol 2 x 1 Remo
Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
VAR
Rodrigo Nunes de As (FIFA-RJ)
Item Técnico
Desempenho normal do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 pra defensores do Leão as Alta Araraquarense – 02 para integrantes do Leão Azul
Quinta Feira 30/07/2026 – Corinthians 0 x 0 Atlético-PR
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)
VAR
Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Item Técnico
Desempenho mediano apresentado pelo árbitro, vez que deixou de marcar faltas claríssimas
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para alvinegros, dentre os mesmos, técnico Fernando Diniz – 04 para rubro-negros
——————————————————–
Política
Saúde não é mercadoria
As eleições de 2026 são uma oportunidade extraordinária para que se discuta o futuro do SUS

Em outubro, voltaremos às urnas para escolher o presidente da República. Como em toda eleição, haverá uma profusão de promessas. Na saúde, não faltarão candidatos prometendo hospitais, médicos, exames, cirurgias, fila zero e até canetas emagrecedoras.
Mas, depois de tudo o que vivemos e sofremos nos governos Temer e Bolsonaro, é preciso exigir mais. Os candidatos precisam dizer claramente qual SUS pretendem construir, como irão financiá-lo e que compromissos assumirão para transformar em realidade o direito constitucional à saúde.
O ponto de partida é inequívoco: o SUS é uma das nossas maiores conquistas civilizatórias, uma política que acompanha cada brasileiro antes mesmo do nascimento. Defendê-lo significa defender a vida e enfrentar desigualdades
A primeira pergunta aos candidatos deve ser, portanto: quanto pretendem investir no SUS? Não haverá sistema universal, integral e de qualidade sem financiamento adequado e sustentável. O compromisso de avançar progressivamente para um investimento público correspondente a 6% do PIB precisa ocupar o centro do debate eleitoral.
Mas dinheiro, embora indispensável, não basta. É preciso definir prioridades. A primeira delas deve ser uma revolução na Atenção Primária à Saúde. Fortalecer equipes, reduzir sua sobrecarga, valorizar vínculos territoriais, ampliar visitas domiciliares, cuidado farmacêutico e exames nas unidades básicas.
Integrar atenção básica, especializada, vigilância e assistência farmacêutica por meio de prontuários compartilhados. E manter o Mais Médicos orientado prioritariamente para os territórios onde historicamente faltam profissionais.
Outro desafio são as filas, que dificultam o acesso oportuno a atenção especializada. O Agora Tem Especialistas precisa se consolidar como política pública estruturante, combinando ampliação da oferta, terceiro turno, mutirões, carretas, expansão da capacidade instalada, uma regulação moderna e a mudança do modelo de financiamento. Fila única digital, transparente e ordenada pelo risco clínico – e não pela capacidade de influência de cada cidadão – é instrumento de equidade
O próximo governo deve preparar o SUS para uma sociedade que envelhece rapidamente. Já somos mais de 34 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais. Precisaremos integrar saúde e assistência social, fortalecer o cuidado domiciliar, formar cuidadores e ampliar a oferta de geriatria e gerontologia.
Saúde mental, saúde das mulheres, população negra, povos indígenas, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, trabalhadores e populações tradicionais também não podem permanecer como agendas periféricas.
Saúde é desenvolvimento e soberania. O Complexo Econômico e Industrial da Saúde precisa estar no coração de uma política nacional de desenvolvimento, fortalecendo Fiocruz, Butantan, Hemobrás, universidades e empresas brasileiras, investindo em biotecnologia, vacinas, medicamentos, Inteligência Artificial e plataformas de RNA mensageiro.
A transformação digital oferece possibilidades extraordinárias, mas não pode reproduzir desigualdades. Hospitais inteligentes, teles saúde, integração de dados e Inteligência Artificial podem reduzir filas, melhorar diagnósticos e levar especialistas aos lugares mais remotos. Mas tecnologia no SUS deve significar inclusão, jamais uma nova barreira para pobres, idosos ou cidadãos com menor literacia digital.
Nada disso acontecerá sem trabalhadores valorizados. São milhões de profissionais que sustentam o sistema. Formação, carreiras, condições dignas de trabalho e enfrentamento da precarização precisam tornar-se compromissos concretos de governo. Na saúde é imperioso o fim da escala 6×1.
E há uma questão incontornável: saúde não é mercadoria. O próximo governo precisará enfrentar de maneira transparente as relações entre SUS e setor privado, aprimorar o ressarcimento pelas operadoras e impedir que recursos públicos subsidiem interesses privados enquanto ainda faltam recursos para garantir direitos universais.
As eleições de 2026 são uma oportunidade extraordinária para se discutir o futuro do SUS. Queremos saber dos candidatos não apenas o que construirão, mas que concepção de saúde defenderão.
Porque escolher o futuro do SUS é também escolher que país queremos ser: um país em que o acesso à saúde depende da renda de cada um ou uma sociedade que reconhece, definitivamente, que saúde é direito de todos e dever do Estado.
Arthur Chioro: é um médico sanitarista, professor, político brasileiro e ex-ministro da saúde – Publicado na edição n° 1424 da Revista Carta Capital
———————————————
“Chega da desavergonhada submissão à corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas, inclusive policiais militares, e nos bastidores do futebol brasileiro”
/// /// /// /// /// /// /// /// /// ///
Finalizando
“Sem saúde, nenhuma outra estrutura se sustenta — porque um povo doente não consegue construir, educar ou prosperar”
Kepler Machado: Pensador
———————————————
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP 01/08/2026

