Mais Aragão.
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Por Rafael Mussi
ANAF: presidente derrotado não sai do cargo
José de Assis Aragão, derrotado por duas vezes nas urnas não aceita sair do cargo

O presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), José de Assis Aragão, que perdeu duas eleições, reluta em homologar sua derrota nas urnas.
Após perder no primeiro pleito, Aragão realizou uma manobra estatutária convocando novas eleições, porém, novamente foi derrotado pelo candidato Jorge Paulo de Oliveira Gomes.
Segundo Euclydes Zamperetti Fiori, autor do livro sobre arbitragem, A REPÚBLICA DO APITO, Aragão tem fortes motivos para manter essa conduta. “O Aragão não quer largar o cargo. Nem ele, nem seus seguidores. Te garanto que o objetivo não é classista, o objetivo é subserviência”.
Para Fiori que, como Aragão, foi militante no sindicalismo da classe dos árbitros de futebol, diversas opiniões podem ser formadas em decorrência da atitude do presidente derrotado nas eleições da ANAF. “Isso me faz entender que ele tem lucratividade. Pela classe ele não luta, ele luta por um grupo de pessoas. Ele fica de cócoras e quer que outros fiquem de cócoras para ele” – continua Fiori.
Assim como Fiori, Paulo Cezar de Andrade, autor do Blog do Paulinho (oblogdopaulinho.zip.net), um dos primeiros a noticiar o caso, também desconfia de tamanha persistência por parte do ex-árbitro José de Assis Aragão. ”O Aragão necessita da ANAF para manter o seu poder. O seu poder deve lhe trazer diversos benefícios, inclusive financeiros”.
Porém, segundo Paulo Cezar, Aragão não vai resistir e deve sair da cadeira de presidente da Associação, mesmo que tardiamente, cedendo o lugar ao legítimo vencedor, o candidato Jorge Paulo de Oliveira Gomes. “Ele não vai entregar por livre e espontânea vontade. O Aragão vai sair de lá do mesmo jeito de quando você tira um doce da boca de uma criança, com cara de choro, desesperado, sabendo que o poder não vai voltar mais”.
Já o candidato vencedor, Jorge Paulo, segundo Euclydes Fiori, parece ter um comportamento diferente de Aragão. “O Jorge é um servidor público federal, concursado. Uma pessoa de nível, de comportamento normal. Não é o da maioria, porque a maioria é subserviente, a maioria pede, o Jorge Paulo, pelo menos até agora, está demonstrando que tem uma outra linha de conduta. Ele é do árbitro, para o árbitro e pelo o árbitro” – conclui Fiori.
José de Assis Aragão foi procurado pela reportagem e não quis se pronunciar sobre o assunto, segundo sua assessoria. Enquanto o candidato da oposição, Jorge Paulo de Oliveira Gomes, não foi localizado pela reportagem até o fechamento da matéria, para que o mesmo emitisse sua opinião.
