Estado reconhece erro histórico contra as heroínas do futebol brasileiro

Durante décadas, as pioneiras do futebol feminino brasileiro jogaram sem estrutura, patrocínio, cobertura da imprensa, reconhecimento e, muitas vezes, enfrentando o preconceito de uma sociedade que sequer aceitava a ideia de mulheres dentro de um campo de futebol.

Representaram o Brasil quando vestir a camisa da Seleção significava muito mais sacrifício do que recompensa.

Agora, 35 anos depois da primeira Copa do Mundo Feminina organizada pela Fifa, o Estado brasileiro decide reparar, ainda que tardiamente, parte dessa injustiça histórica.

Cada uma das jogadoras das seleções de 1988 e 1991 receberá R$ 500 mil, reconhecimento que também deverá ser estendido às atletas que disputaram a Copa do Mundo de 1995.

Essas mulheres abriram caminho para gerações que hoje encontram um cenário infinitamente melhor, com campeonatos profissionais, transmissões de televisão, patrocinadores e perspectivas de carreira.

Os R$ 500 mil não compram o tempo perdido, nem devolvem as oportunidades negadas, mas simbolizam o reconhecimento oficial de que o país falhou com elas.

 

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