Corinthians não sabe o tamanho exato do Parque São Jorge

Numa ação judicial em que o Corinthians busca anular cobranças de IPTU não pagas entre 2019 e 2025, referentes às gestões de Andrés Sanchez, Duílio “do Bingo” Monteiro Alves, Augusto Melo e Osmar Stabile, surgiu uma relevante controvérsia.

O clube informou nos autos que a área total do Parque São Jorge seria de 158.170 m².

Em resposta, a Prefeitura de São Paulo comprovou documentalmente que a dimensão correta é de 173.200 m².

Instado a se manifestar, o Corinthians apresentou uma justificativa surreal.

Alegou não ter certeza sobre a metragem e sustentou que a divergência poderia decorrer de erro na medição — realizada, segundo afirmou, por meio do Google Earth — ou da ocupação de áreas sem comprovação registral.

É mais uma demonstração da incapacidade dos cartolas de lidar com o mínimo de organização administrativa.

Em todas as ações judiciais nas quais o Corinthians ofereceu o imóvel em garantia — ou em que ele foi incluído por determinação judicial —, bem como em avaliações patrimoniais e até nos balanços administrativos do clube, a metragem incorreta foi repetida.

Bastaria fazer o óbvio: solicitar à Prefeitura a documentação oficial do imóvel.

Parece haver, no Parque São Jorge, um surto contagioso de incompetência — quando não de banditismo — que é transmitido aos dirigentes assim que se sentam na cadeira presidencial.

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