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‘Timão Coin’: Corinthians caiu, duas vezes, em golpes intermediados pela mesma empresa, com anuência dos mesmos dirigentes

Corinthians lança moeda digital Timaocoin | Guia do Bitcoin

Em 2012, o Corinthians inseriu na camisa o patrocínio master da recém criada ‘Apito Promocional’, que depois revelou-se uma jogada de estelionatários que deram calote não apenas no clube, mas também nos incautos que compraram seus produtos.

O contrato foi assinado pelo então presidente Mario Gobbi, seguindo as orientações de Caio Campos, então gerente de marketing que obedecia a Luis Paulo Rosenberg.

R$ 2 milhões, divididos em sete parcelas de R$ 285,7 mil.

A comissão sobre o contrato era de 10%, pagos à empresa Gotcha, retirados das primeiras parcelas.

Curiosamente, após o pagamento dos dois primeiros meses, suficientes para quitar a pendência com o intermediário, o clube nunca mais recebeu valor algum, assim como os demais credores da ‘Apito Promocional’.

A Gotcha era notória parceira de negócios de Luis Paulo Rosenberg.

Passados sete anos, o Corinthians, inacreditavelmente, caiu em golpe semelhante.

Em 21 de janeiro de 2019, o clube assinou contrato com a ‘Go Sports Marketing e Assessoria Ltda’ para que fosse criada uma moeda virtual, no estilo BitCoin, nomeada como ‘TimãoCoin’.

A intermediária, apesar do episódio anterior, foi a ‘Gotcha’, acertando, novamente, 10% de comissionamento.

Porém, ambas as empresas são, aparentemente, uma só.

A ‘Go Sports’ é alteração de razão social da ‘Nardinho Marketing Esportivo Ltda’ com endereço de sede à Rua Olimpíadas nº 242, cj 101, em São Paulo.

Nesta mesa data, o capital social da empresa altera-se de inexpressivos R$ 10 mil para R$ 2 milhões, com a entrada na sociedade da ‘Avia Sports’, sediada, ao menos no papel, na Flórida/EUA.

Segundo a JUCESP, a Gotcha, constituída em 27 de novembro de 2009, ‘transformou-se’, documentalmente, para ‘EIRELLI’, modificando, na mesma data, o endereço da sua sede, que passou a ser Rua Olimpíadas nº 242, 10º andar, o mesmo indicado pela ‘Go Sports’.

Porém, tudo indica, para disfarçar, no contrato firmado com o Corinthians, com anuência de Andres Sanches e, novamente, orientação de Caio Campos, as empresas indicaram, apesar da mesma rua (o que já deveria gerar alguma desconfiança), numerações diferentes.

A ‘Go Sports’ disse estar sediada na Rua Olimpíadas nº 242, enquanto a Gotcha apresentou, destoando de sua documentação oficial, a numeração ‘194’.

Em tese, crime de falsidade ideológica.

O acordo foi firmado como de patrocínio para as camisas dos Esportes Terrestres alvinegros (Futsal, Basquete, etc), razão pela qual o diretor Donato ‘da Erva’ Votta foi inserido, no papel, como um dos interlocutores, mas, na realidade, conforme demonstra clausula ‘3,6’, o objetivo principal era a comercialização da moeda virtual ‘Timãocoin’.

Ficou acertado que a remuneração contratual seria paga mensalmente, em parcelas de R$ 125 mil, totalizando quase R$ 6 milhões, acrescidos de percentuais diversos sobre as supostas transações da moeda.

Ou seja, R$ 600 mil (10% de comissão), tomando como base o valor mínimo, deveriam retornar ao mesmo pagador (também intermediário), parceiro de cartolas do Corinthians.

Um ano e um meses depois, quando relevante quantia de comissionamento para os ‘parceiros’ já estava garantida (caso semelhante ao do Apito Promocional), sem a ‘moeda’ vingar no mercado, a ‘Go Sports’ enviou aos cuidados do cartola Donato ‘da Erva’ Votta carta anunciando o rompimento do contrato, valendo-se de clausula indicativa da possibilidade de fazê-lo, sem ressarcir o parceiro, à partir de março de 2020.

A ‘Go Sports’, porém, pagou apenas nove das treze parcelas a que teria obrigação.

Razão pela qual, anteontem (19), o Corinthians ingressou com ação de cobrança no valor de R$ 795,8 mil, incluindo as mensalidades não honradas e demais custos calculados.

O novo presidente, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves é quem assina a procuração para os advogados do clube, o que implica, em tese, no conhecimento do diretor jurídico Herói Vicente, que terá agora, diante do material exposto pelo Blog do Paulinho, boas razões para colocar em prática o discurso, proferido em campanha, não apenas de implementação de compliance, mas, principalmente, o compromisso de denunciar os possíveis infratores da diretoria.

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